
Uma pesquisa feita pela Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), em 33 países, apontou que, no Brasil, 42% dos entrevistados relataram alto consumo de álcool durante a pandemia de Covid-19, com maior prevalência entre os jovens.
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Pessoas com ansiedade e depressão são mais propensas a aumentar o consumo de álcool durante este período, conforme foi constatado por pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública Global da Universidade de Nova York (NYU, na sigla em inglês).
Dr. Rodrigo Gasparini, médico especialista em Psiquiatria da Santa Casa de São José dos Campos, esclarece que para o alívio do estresse, muitos recorrem ao álcool, por ser facilmente acessado. Para ele, as pessoas estão sentindo medo, pânico, desamparadas, com pouca ou sem perspectiva, vivenciando de forma mais intensa o luto, a perda de entes queridos.(Confira a reportagem no final do texto)
E não são só os jovens que procuram o consumo de bebidas alcoólicas. Adultos também aumentaram a ingestão, como refúgio de problemas do cotidiano, que podem ser originados tanto do home office, problemas dentro de casa, com a família e outras barreiras que levam a essa necessidade.
Além de poder causar acidentes de trânsito e até mesmo violência doméstica, o consumo excessivo de álcool, pode gerar problemas de saúde, como gastrite, úlcera, pancreatite e uma série de obstáculos de ordem orgânica, além de alterações comportamentais e psíquicas. A saída, segundo Dr. Rodrigo Gasparini, é praticar exercícios físicos ou atividades distrativas, recorrer a terapias, conversar em grupos de apoio e acompanhamento médico.
Dados do Ministério da Saúde mostram que a prática de consumir excessivamente bebidas alcoólicas vem crescendo ano a ano no Brasil, que está entre os 10 países com o maior consumo de álcool do mundo. Segundo a avaliação, quase 20% dos brasileiros estão entre os que bebem demais. Tudo em excesso faz mal ao organismo. Vale lembrar que práticas saudáveis e balanceadas, fazem com que a qualidade de vida do indivíduo melhore e muito!
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