Médico suspeito por 42 mortes deve ser solto hoje (19) após habeas corpus; ele foi preso em Caçapava

médico cirurgião João Batista do Couto Neto sendo preso pela polícia, acusado de causar 42 mortes. Médico suspeito por 42 mortes deve ser solto hoje (19) após habeas corpus; ele foi preso em Caçapava
(Foto: Divulgação/Polícia Civil)                      suspeito por 42 mortes

O médico-cirurgião João Couto Neto, suspeito pela morte de 42 pacientes, além de ter provocado sequelas em outros 114, em Novo Hamburgo (RS), deve ser solto da prisão ainda nesta terça-feira (19). A informação é do portal UOL e confirmada pela CBN Vale.

O médico foi preso na última quinta-feira (14), enquanto atendia pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde), no Hospital Fusam, em Caçapava (SP). Neto deverá ser libertado através de um habeas corpus aceito pela Justiça de São Paulo, segundo o advogado Brunno de Lia Pires.

Ainda, segundo a defesa do médico, a liberação poderá ocorrer entre o final do dia e início da noite, por conta de processos burocráticos.

Após ser liberado, o médico deve voltar para Novo Hamburgo. A informação é do advogado Pires.

A prisão preventiva de Neto foi solicitada pelo delegado Tarcisio Lobato Kaltbach no dia 12, após receber parecer favorável do Ministério Público e autorizada pela Justiça em Novo Hamburgo.

O que dizem as partes

A reportagem da CBN Vale entrou em contato com o advogado de defesa, Brunno de Lia Pires, que confirmou que através de decisão liminar, a Justiça emitiu o habeas corpus, mas que por questões burocráticas, não há um horário previsto para a libertação do seu cliente.

A demora para a soltura do médico João Couto, é por conta de um erro no código do alvará de soltura emitido na origem, ou seja, em Novo Hamburgo.

Pires explicou que para ser solto, o médico deverá cumprir medidas cautelares, como obedecer à suspensão da prática da medicina, comparecer à comarca de Novo Hamburgo sempre que solicitado pela justiça, e não ter acesso ou contato com os envolvidos na investigação, ou seja, às pessoas que denunciaram o médico.

A CBN também conversou também com o delegado Tarcisio Lobato Kaltbach, responsável pelo pedido de prisão preventiva contra o médico. Kaltbach também confirmou o pedido de liberdade emitido ontem pela justiça, mas que o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul poderá ainda analisar o mérito do habeas corpus, e que três inqueritos policiais contra o médico João Couto encontram-se já judicializados.

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