Ubatubense Filipe Toledo conquista bicampeonato da WSL

Filipe Toledo comemora bicampeonato da WSL em Lower Trestles (EUA).
Filipe Toledo comemora bicampeonato da WSL em Lower Trestles (EUA). Foto: Thiago Diz/World Surf League

O ubatubense Filipe Toledo conquistou o bicampeonato da WSL (Liga Mundial de Surf), ao vencer a etapa de Lower Trestles (Estados Unidos), neste sábado (9).

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O ubatubense superou o australiano Ethan Ewing duas vezes, em uma melhor de três baterias. A conquista de Filipinho mantém a hegemonia do Brasil no principal circuito de surfe do planeta. 

De 2014 para cá, quando o sebastianense Gabriel Medina foi campeão mundial pela primeira vez, o país esteve sete vezes no topo em nove disputas. As exceções foram em 2016 e 2017, mas desde 2018, o título fica com um brasileiro.

Com três conquistas, Medina segue sendo o surfista brasileiro com mais títulos mundiais. Além dele e de Filipinho, Adriano de Souza (Mineirinho) e Ítalo Ferreira também foram campeões da WSL.

Como foi o título de Filipe Toledo

O WSL Finals reuniu os cinco melhores surfistas da temporada. Entre eles, dois brasileiros: Filipinho e o carioca João Chianca, o Chumbinho. Como chegou à Lower Trestles na liderança, o paulista não precisou disputar as baterias preliminares e foi direto para a final.

Chumbinho estreou derrotando o australiano Jack Robinson. Na soma das duas melhores notas que obteve na bateria, ele fez 15.33 pontos (8.33 e 7.00), contra 11.87 (6.00 e 5.87) do adversário. O carioca, porém, não resistiu a Ewing, que conseguiu notas 8.60 e 9.00 logo nas primeiras ondas e garantiu 17.60 de pontuação, ante 14.57 (6.67 e 7.90) do brasileiro.

Chumbinho terminou a temporada em quarto lugar. Na sequência, Ewing alcançou um somatório de 17.10 (8.93 e 8.17) e deixou para trás o norte-americano Griffin Colapinto, que obteve 15.96 (8.23 e 7.73), avançando à decisão.

Na primeira bateria da final, Filipinho e Ewing travaram uma disputa equilibrada, com notas elevadas. Com duas manobras aéreas perfeitas, o brasileiro conseguiu um 9.00 e um 8.97, com 17.97 de somatória, um pouco superior aos 17.23 (8.73 e 8.50) do australiano, mas o suficiente para sair na frente no confronto.

A falta de ondas dificultou a vida dos surfistas, que levaram quase 20 minutos para começar a pontuar na bateria seguinte. Mesmo assim, Filipinho mostrou criatividade para buscar um 7.50 e colocar pressão em Ewing.

O ubatubense também obteve um 6.77. O australiano até conseguiu a melhor pontuação da bateria (7.67), mas como a segunda melhor nota foi baixa (4.70), a somatória (12.37) ficou longe do paulista (14.27), que pôde, enfim, celebrar o título.

Foto: Beatriz Ryder/World Surf League

Olimpíada

Em 2024, além de buscar o tricampeonato, Filipinho será um dos representantes do Brasil nas olimpíadas de Paris (França). Apesar do torneio acontecer na França, as disputas do Surf vão acontecer em Teahupo’o, no Taiti. 

Além dele, Chumbinho também está classificado entre os homens. Há possibilidade de uma terceira vaga se o país for campeão por equipes no Campeonato Mundial da Associação Internacional de Surfe (ISA, pela sigla em inglês), no fim de fevereiro. Nesse caso, ela ficaria com Gabriel Medina, como terceiro melhor brasileiro na temporada da WSL.