
O coletivo organizador da Marcha da Maconha em São José dos Campos rebateu as declarações do prefeito Anderson Farias (PSD) e reafirmou a realização do evento previsto para o dia 7 de outubro.
• Leia mais notícias da região clicando aqui
Em nota, o coletivo afirma que a postagem do prefeito “causou surpresa e indignação aos organizadores do movimento” e que a Marcha da Maconha é um direito constitucional, assegurado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
Com a temática ‘Descriminaliza o Pobre: Planta Legal, no SUS e no Quintal’, o coletivo ainda chama as falas de Anderson Frias de ignorância e desinformação e se coloca à disposição para debates acerca do tema.
Por fim, o coletivo reafirmou a intenção de marchar pela ruas centrais da cidade no dia 7 de outubro e ainda convidou a coletividade joseense a participar e se dispõe ao diálogo e ao debate.
“Vamos juntos enfrentar os problemas decorrentes da ignorância, da desinformação e das distorções promovidas por políticas proibicionistas que até hoje só produziram morte e violência”, diz o comunicado já em sua parte final.
Saiba mais
“Não vou permitir”, diz prefeito Anderson Farias sobre ‘Marcha da Maconha’, em São José dos Campos.
O prefeito de São José dos Campos, Anderson Farias (PSD) informou na manhã desta sexta-feira (25), por meio de suas redes sociais, que recebeu um ofício sobre a realização da “Marcha da Maconha”, que estaria programada para acontecer no município, em 7 de outubro e 2023, mas que o evento não irá acontecer, por se tratar, segundo ele, de apologia às drogas.
Ao despachar em seu gabinete nesta sexta-feira, Anderson analisou um dos documentos que requeria a ciência do gestor sobre a marcha. De acordo com o prefeito a nota diz:
“O Coletivo Organizador da Marcha da Maconha vem por seu advogado que esta subscreve, respeitosamente, à presença de V.S.ª, comunicar o quanto segue: a realização da Marcha da Maconha SJC 2023, que será realizada no dia 7 de Outubro”.
Ao vivo, pelas redes sociais, o prefeito antecipou sua decisão:
“Não vai ser realizado, não vou autorizar. Não vou permitir esse tipo de ação, esse tipo de concentração para fazer apologia à droga”.
Ainda, segundo Anderson, o documento que foi entregue à prefeitura, pede para que o gestor ‘tivesse ciência do evento’, e que não haveria a necessidade de aparato policial no acompanhamento do fluxo de pessoas do movimento.
“Não vou dar ciência; vou escrever que não vou permitir e não está autorizado que aconteça esse tipo de marcha aqui em São José dos Campos”.