
Com o avanço da tecnologia, cada dia mais, estamos perto de ver robôs humanoides fazendo atividades que não gostamos de fazer. Em breve teremos humanoides limpando a casa, carregando peso, trabalhando em áreas insalubres e até mesmo fazendo atividades arriscadas.
Confira o comentário do colunista Agliberto Chagas, no quadro CBN Inovação, desta terça-feira (21).
O tema citado pelo professor, trata da proposta de uma startup americana, Figure, que no início de março anunciou a criação de um robô humanoide, que imita movimentos, possui a altura de uma pessoa real, e que tem a função de ajudar as pessoas com seu doméstico.
O robô, chamado de Figure 01, tem cerca de 1,70 metro e pesa quase 60 quilos, sendo o humanoide movido à bateria, que pode durar até 5 horas por carga. De acordo com Agliberto, além de ser como um ‘mordomo’, também poderá ser utilizado para serviços mais pesados, já que é capaz de subir escadas, levantar peso e operar ferramentas domésticas.
Agliberto lembrou de que, quando trabalhava no Parque Tecnológico de São José dos Campos (Pqtec), houve o início do desenvolvimento de um Exoesqueleto – uma estrutura externa utilizada por uma pessoa, e que conta com um sistema de motores, que proporcionam energia para, ajudar no movimento dos membros – mas isso, se trata apenas de uma adaptação ao corpo humano, que é utilizado, inclusive, pelo exército americano para que soldados possam carregar equipamentos pesados em missões ou em deslocamentos.
Nesse caso do Figure 01, não, é um robô com capacidade de imitar movimentos humanos, se equilibrar e carregar peso, além de outras atividades. Sendo esse, o primeiro plano de negócio empresarial voltado a vender esse tipo de “produto” em escala, com a proposta de produção de mais de 2 mil robôs humanoides por ano.
A principal linha de trabalho desses robôs, seria para o trabalho em galpões de armazenamento de empresas de logística, por exemplo, que possuem grandes quantidades de produtos a seres despachados.
Ainda, de acordo com o colunista, o Figure 01 deve estar totalmente disponível para comercialização até o final do ano, após passar por algumas etapas, como o desenvolvimento laboratorial, a criação de protótipos, além da validação de todos os processos, antes de seu lançamento oficial.