Justiça do RJ decreta prisão de chefes de torcidas organizadas da capital fluminense

Principais torcidas organizadas da capital fluminense
Principais torcidas organizadas da capital fluminense. Foto: Arte

A Justiça do Rio de Janeiro decretou, no fim da tarde desta segunda-feira (13), a prisão temporária (por 30 dias) de quatro presidentes de torcidas organizadas da capital fluminense. O pedido foi feito pela DRCI (Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática).

Os presos são eles:

Anderson Azevedo Dias, presidente da Young Flu (Fluminense);

Fabiano de Sousa Marques, da Força Jovem Vasco; (Vasco da Gama);

Bruno da Silva Paulino, da Torcida Jovem do Flamengo; (Flamengo);

Anderson Clemente da Silva; presidente da Raça Rubro-Negra (Flamengo).

Eles respondem pelos crimes de organização criminosa, lesão corporal grave e tentativa de homicídio.

Na decisão, a juíza Ana Beatriz Mendes Estrella, do Plantão Judiciário, cita os recentes episódios de violência antes de clássicos, como o Flamengo x Vasco do dia 5, e diz que prisão é “imprescindível para as investigações criminais e para a garantia da ordem pública”.

Veja um trecho da decisão da Justiça do Rio de Janeiro:

“Os indícios da autoria participação dos representados, presidentes de torcidas organizadas, é evidente, devendo ser destacado que estes já foram autuados no passado, no Juizado do Torcedor, como membros de torcida organizada, não sendo suficientes, por hora, a aplicação de medidas cautelares substitutivas da prisão, diante da sua posição de comando dentro das instituições que presidem, pois detentores do poder decisório sobre as ações de seus comandados, a maioria deles responsáveis diretos pela prática dos atos investigados”.

Medidas já tomadas pelo poder público do Rio de Janeiro

Para o jogo desta segunda-feira (13), entre Flamengo e Vasco, pela semifinal do Cariocão 2023, o policiamento terá um aumento de 25% no efetivo, em comparação com o clássico do dia 5 de março, realizado no Maracanã.

Além do aumento do efetivo policial, as organizadas de Flamengo e Vasco estão proibidas de entrarem no estádio, assim como as do Fluminense e do Botafogo, os outros dois times da capital.

Uma possível realização de jogo com torcida única foi colocada em pauta, mas descartada pelo governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PL).

“Jogo com torcida única, a gente considera falência da segurança pública. A gente Consegue fazer réveillon com milhões, além de carnaval. Temos que ter condição de fazer jogo com duas torcidas, sim.”