
A Sabesp anunciou nesta segunda-feira (6), que deverão oferecer o sistema de abastecimento de água até o fim do ano nos bairros de Barra do Sahy, Baleia e Camburi/Cambuzinho, em São Sebastião.
A Vila Sahy foi a mais castigada com as chuvas que castigaram a região no feriado do Carnaval, o que provocou deslizamentos, destruição de casas, além de 64 mortes, somente em São Sebastião.
De acordo com a Companhia, os investimentos vão se juntar aos esforços do Governo de São Paulo para reconstruir a região após a tragédia provocada pelo temporal.
Cerca de 6 mil imóveis nessas localidades deverão ser conectados à rede da Sabesp, beneficiando ao todo quase 30 mil pessoas, entre moradores, turistas e veranistas. Os investimentos previstos são de R$ 27 milhões em estruturas de abastecimento, como reservatório e 68 km de rede. As obras terão início neste mês, com conclusão prevista em dezembro, diz a nota.
A empresa também informou que desde o impacto das chuvas, tem disponibilizado caminhões-tanque para o abastecimento de todas as regiões de São Sebastião – mesmo as que não são operadas pela Companhia, algo em torno de 140 mil litros distribuídos por dia.
Doações
A Sabesp também, arrecadou mais de 105,1 toneladas de alimentos em doações para as famílias vítimas das chuvas no Litoral Norte, além de mais de 123 mil peças de roupas e mais de 75 mil itens de higiene e limpeza.
Saiba mais
Operação Desmonte: Casas condenadas começam a ser demolidas em São Sebastião
A Prefeitura de São Sebastião, iniciou neste sábado (4) a ‘Operação Desmonte’ das residências que foram danificadas e que apresentaram problemas estruturais após as fortes chuvas de mais de 600 mm que atingiram o município durante o feriado de Carnaval.
Segundo o órgão de proteção civil, neste primeiro relatório, pelo menos nove casas foram interditadas em definitivo na Rua Antônio Tenório dos Santos, no bairro Itatinga, região central da cidade, e outras 70 na comunidade da Vila Sahy, região que sofreu os maiores impactos dentre todas as localidades.
Ainda de acordo com a Defesa Civil, o número de residências totalmente condenadas ainda é impreciso, já que ainda há imóveis em áreas de risco que serão avaliados pelos técnicos do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA) que engloba o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).