Câmara de Taubaté aprova projeto para proibição da utilização do ‘gênero neutro’ em escolas

Parlamentares trabalhando na Câmara de Taubaté, que aprovou projeto para proibição da utilização do ‘gênero neutro’ em escolas
(Foto: Vitor Fonte/Câmara de Taubaté/gênero neutro)

A Câmara de Taubaté aprovou nesta semana o projeto de lei 194/2021, que proíbe instituições de ensino públicas e privadas de utilizarem as formas de flexão da língua portuguesa de gênero neutro.

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O projeto, de autoria dos vereadores Boanerge (PTB), Alberto Barreto (PRTB) e Vivi da Rádio (Republicanos), estabelece “medidas para o aprendizado de acordo com a norma culta e orientações de ensino”.

A proibição também é válida para bancas examinadoras de seleções e concursos públicos municipais e se estende a linguagem de sinais.

Conforme o projeto, “violação da norma, em instituições de natureza pública, acarretará sanções aos servidores responsáveis, após denúncia formulada à Corregedoria do Município”.

Em instituições privadas, o descumprimento acarretará em advertência e, no caso de reincidência, suspensão do alvará de funcionamento do estabelecimento.

Segundo os autores, “este projeto é apresentado em resposta a insistentes tentativas de imposição de reconhecimento de um terceiro gênero, o neutro, ao lado dos gêneros masculino e feminino. A justificativa seria a inclusão de pessoas que não se identificam com nenhum dos dois gêneros ou, no caso do plural, para se referir a ambos de modo neutro. A adoção da denominada ‘linguagem neutra’ é uma forma de distorcer a realidade, trazendo na forma da linguagem a ideologia de gênero para dentro das escolas, e que, no fundo, tem como objetivo principal provocar caos amplo e generalizado nos conceitos linguísticos para que, em se destruindo a língua, se destrua a memória e a capacidade crítica das pessoas”.

Aprovado em primeira votação, a proposta depende de segunda análise em Plenário e sanção do prefeito José Saud (MDB), para que se torne lei.

*Informações R3 Notícias

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