Três suspeitos foram presos na terça-feira (14) por envolvimento em sequestro de empresário em São José dos Campos. A vítima atuava como investidor prometendo retornos em valores fixos, mas estava em débito desde o fim de 2021.
Os suspeitos eram investidores que pediram resgate no valor da dívida que tinham com o empresário.
Um cabeleireiro e um escrevente de cartório foram presos na terça em São José dos Campos suspeitos de envolvimento no sequestro do empresário. As identidades foram descobertas após a prisão de outras três pessoas na última semana.
De acordo com a polícia, os dois tinham ativos com o empresário em investimento, que devia entre R$ 60 e R$ 130 mil. A dupla teve a prisão temporária decretada pela justiça e permanece preso.
O terceiro preso é um empresário, dono de uma construtora. Ele havia sido detido na última semana, mas foi solto na audiência de custódia.
Na prisão dele, em sua casa em São José dos Campos, a polícia encontrou uma arma. A prisão temporária foi decretada pela justiça e ele foi preso novamente na terça-feira.
Segundo a polícia, o empresário ainda captou outros clientes, também vítimas. Até agora, cinco pessoas foram presas suspeitas do sequestro. A polícia ainda investiga uma sexta pessoa.
Saiba mais
Casos de feminicídio aumentam 46% no Vale do Paraíba
Para a promotora de justiça e presidente do Instituto Justiça de Saia Gabriela Manssur, o aumento de casos de feminicídio e violência contra mulher no Vale do Paraíba acontece devido a cultura de machismo estrutural e por conta do desrespeito aos direitos das mulheres.
Além das mulheres sentirem vergonha e medo de pedir ajuda, a promotora disse ainda que a falta de informação contribui para o crescimento dos casos. Cerca de 50% dos atos de violência contra a mulher não chegam ao conhecimento da justiça por falta de denúncias.
Feminicídio e violência
Para Gabriela Manssur, a maneira de diminuir a violência e o feminicídio e consequentemente fortalecer a rede de proteção da mulher é mostrar para as vítimas que as leis são efetivas e que protegem de fato as mulheres.
Por isso, é preciso criar leis mais rígidas e penas mais altas para gerar intimidação nos agressores.
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