
Saber lidar com as finanças pessoais ainda é um tabu para muitas famílias, até mesmo para quem está iniciando sua jornada profissional, já que são tantas as dúvidas de quem consegue separar um dinheirinho no final do mês: afinal, gastar ou aplicar?
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A Rádio CBN São José dos Campos e Vale entrevistou nesta terça-feira (31) Luciana Ikedo, especialista em finanças e sócia no escritório RV4 Investimentos, que explicou quais são os cinco maiores erros que cometemos nas nossas finanças pessoais e como lidar com eles.
Emprestar o nome
Segundo a especialista, o primeiro grande erro muito comum ainda hoje, é emprestar o nome para um amigo ou parente, para a compra de um bem, parcelamentos ou até empréstimos. Luciana reforça que não importa o quão triste seja a história de quem pede seus dados pessoais para uma compra, jamais empreste seu nome!
Gastar mais do que ganha
Outros erros também costumam fazer com que a nossa renda caia sem o devido controle pessoal, e o segundo exemplo é gastar mais do que se ganha. Portanto, é necessário que a pessoa consiga fazer um orçamento de quanto ela ganha e quais são as contas mais importantes a serem quitadas antes mesmo de fazer novos gastos com coisas supérfluas.
Não conversar sobre dinheiro com a família
O terceiro grande erro é não conversar sobre dinheiro com sua família, algo que é visto como tabu ainda hoje. O chamado provedor ou provedora da casa, costuma ter a palavra final sobre as finanças da família, mas isso deve ser feito de forma clara e objetiva, dizendo o que pode ser gasto no mês, o que não pode e o porquê das decisões.
Contudo, um fator de desunião familiar, é quando marido e esposa dividem igualmente as responsabilidades nos gastos da casa. Em um primeiro momento isso é visto como ideal, porém, quando uma das partes possui uma renda maior, fica inviável a divisão de 50% da renda de ambos para o sustento do lar, o que acarreta em uma desproporcionalidade de gastos.
Ser escolhido ao invés de escolher
O quarto exemplo diz respeito a ser escolhido ao invés de escolher, ou seja, a ausência total de qualquer orçamento o que acaba levando a pessoa a ter dificuldades em dizer ‘não’. Um exemplo é quando um colega de trabalho te convida um almoço, e você não tem coragem de negar.
Sendo assim, o risco acontece quando acabamos gastando de acordo com as condições financeiras de quem te convidou, e não a sua. O maior problema para o endividamento é a ausência de uma reserva de emergência, o que veremos a seguir.
Postergar reserva de emergência e investimentos
E finalmente, o quinto e último grande erro é pagar todas as dividas primeiro, antes de começar a fazer sua reserva de emergência e investir.
Para isso, é preciso começar a trabalhar melhor as dívidas ruins, que seriam as compras por impulso, ou mesmo o pagamento do valor mínimo da fatura do cartão de crédito, que possui altas taxas dejuros, ou mesmo aquela oferta de um financiamento pré-aprovado que pode acabar virando uma bola de neve.
Já o pagamento de investimentos como o boleto de uma casa própria ou financiamento de um veículo, pode ser considerado uma dívida boa, pois se trata do investimento de um bem a longo prazo. Eliminando as dívidas ruins, procure criar o hábito em investir, seja no Tesouro Nacional ou mesmo em um fundo com liquidez diária e de fácil resgate.