
A audiência nesta segunda-feira (23) mediada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) terminou sem acordo entre a Caoa Chery e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região. A empresa manteve a proposta inicial de oferecer até 15 salários para os funcionários que serão demitidos da planta da empresa em Jacareí.
• Leia mais notícias da região clicando aqui
A promotoria do trabalho fez a mediação a pedido do Sindicato dos Metalúrgicos, devido à dificuldade que a entidade alegou em chegar a um consenso nas negociações com os executivos da montadora.
O MPT havia feito uma sugestão de que a empresa oferecesse 20 salários aos demitidos. Pela proposta da empresa, os trabalhadores demitidos receberiam entre 7 a 15 salários, dependendo do tempo de casa.
Pela proposta da empresa, os planos de saúde e odontológicos seriam estendidos de acordo com o período da indenização devido a cada trabalhador, podendo variar de 7 a 15 meses.
O Ministério Público do Trabalho ainda propôs estabilidade legal para os funcionários, mas o termo foi aceito parcialmente com exceção para os cipeiros, a não ser que continue precisando de Cipa devido ao número de funcionários que seriam remanescentes na fábrica.
Por lei, trabalhadores que participem da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes têm estabilidade durante o exercício da função para apontar eventuais erros cometidos pela empresa.
Ainda segundo o MPT, a empresa concordou em priorizar a recontratação dos funcionários demitidos quando retomar as atividades na planta de Jacareí para a produção de um carro elétrico, prevista para 2025.
O Sindicato dos Metalúrgicos vai levar a sugestão para votação nesta terça-feira (24).
Saiba mais sobre a Caoa Chery
Em nota, Prefeitura de Jacareí cobra a Caoa Chery sobre o fechamento de fábrica