
A CCR RioSP, informou que o falso médico não participou do procedimento de amputação da perna de uma vítima acidentada no último domingo (13) na Rodovia Presidente Dutra, em Lavrinhas. A concessionária alegou que o atendimento na via foi veiculada sem a devida checagem das informações e veracidade dos fatos.
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Segundo a CCR RioSP, a vítima, um motorista de 36 anos, que ficou preso nas ferragens após colisão traseira entre três caminhões, recebeu os primeiros atendimentos emergenciais por equipes do Corpo de Bombeiros e de socorristas da Enseg, empresa contratada pela concessionária. Após o início do atendimento para retirar a vítima das ferragens, uma segunda equipe de resgate passou a coordenar os procedimentos.
A concessionária alega que foram adotados todos os protocolos de atendimento pré-hospitalar, que permitiram a estabilização da vítima para transferência ao hospital de referência.
Em razão do ferimento da perna esquerda, com laceração e esmagamento, conforme constatado no Boletim de Ocorrência do Corpo de Bombeiros, houve administração de oxigênio em alta concentração, torniquete na perna lesionada e monitoramento dos sinais vitais, até o desencarceramento da vítima.
A CCR RioSP confirmou que nenhum procedimento de amputação ocorreu durante a retirada do motorista das ferragens e o atendimento prestado pelo Corpo de Bombeiros e equipe da Enseg, ou mesmo durante a transferência da vítima ao Pronto Socorro de Lorena. Ou seja, a vítima teve sua perna amputada no hospital, e não no local do acidente como estava sendo veiculado.
Falso Médico
Em relação ao falso médico, a concessionário informou, que ele foi desligado imediatamente e não presta mais serviços à terceirizada Enseg e para a concessionária.
De acordo com a CCR RioSP, foram realizadas diversas apurações técnicas e a concessionária está prestando apoio às autoridades competentes na apuração dos fatos. Além de solicitar o desligamento imediato do falso profissional, a concessionária já revisou e está aprimorando os procedimentos adotados pelo fornecedor terceirizado.
A concessionária mantém equipes em contato com o hospital e está à disposição dos familiares para prestar toda a assistência necessária para minimizar os danos causados pelo acidente. A CCR RioSP disse que se solidariza com a vítima e seus familiares.
Entenda o caso
O falso médico, um homem de 32 anos, foi preso na última terça-feira (15) por exercício ilegal da medicina. O falso médico, que era terceirizado e prestava serviço para a CCR RioSP, foi preso na base da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Pindamonhangaba, na altura do Km 99.
A reportagem da CBN São José dos Campos e Vale apurou que o suspeito havia sido contratado pela Enseg, empresa que presta serviços no atendimento pré-hospitalar rodoviário. A Enseg opera nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Distrito Federal, cobrindo mais de 3.000 km de rodovia.
Segundo os policiais, o suspeito utilizava um número de CRM (Conselho regional de Medicina) inativo, de outro médico, e participou de várias ocorrências na rodovia.
De acordo com o boletim de ocorrência, a PRF recebeu a denúncia de que um homem estaria exercendo ilegalmente o cargo de médico na CCR, já que o mesmo desconhecia de termos comuns utilizados pelos médicos socorristas.
O suspeito foi localizado e preso na base da PRF em Pinda, e após averiguação, foi constatado que o registro profissional apresentado, pertencia a outro médico e que estava inativo desde 1982.
O homem foi encaminhado ao 1º DP de Pindamonhangaba, onde confessou não ser médico e que havia feito um curso de socorrista. O homem deve responder pelo crime de exercício ilegal da medicina.
