Gripe X Covid: infectologista explica a diferença dos sintomas

Infectologista explica a diferença entra a Covid-19 e a gripe, além da falar da vacinação e flexibilização das medidas de segurança em relação à pandemia.

gripe x covid
(Foto: Reprodução)

A partir desta quarta-feira (9), o Governo de São Paulo suspendeu o uso de máscaras em qualquer ambiente aberto do estado. O uso da proteção continua obrigatório em transporte público e em todos os ambientes fechados de acesso público, como salas de aula, comércios e escritórios.

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Segundo o Governo do Estado, a liberação se deve ao avanço da vacinação e também na diminuição do número de internações, mortes e casos de Covid-19. No entanto, para a infectologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Anna Claudia Turdo, ainda não é hora de baixar a guarda em relação ao coronavírus.

Vacina

O Estado de São Paulo está próximo da meta de 90% da população elegível vacinada, conforme recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde). Mas, ainda existe uma parte da população que insiste em negar a vacina e até dizer que “a melhor vacina é pegar a Covid-19”. Para a infectologista, a melhor maneira de ser ter imunidade contra a doença é tomar a vacina. Anna Claudia explicou que os imunizantes são produzidos com composto que vão estimular a resposta imunológica de forma adequada e duradoura.

Gripe X Covid

No início do ano, a infectologista lembrou que a nova variante da gripe (causada pelo vírus influenza A H3N2) e a variante Ômicron (Covid-19), provocou surtos de casos por todo o país. Por conta disso, muitas pessoas confundiram os sintomas e não souberam diferenciar uma doença da outra. Em alguns lugares houve até a dupla infecção, conhecida como Flurona (infecção de Covid e gripe ao mesmo tempo).

Anna Claudia explicou que a diferenciação dos sintomas da Covid-19 e da gripe é difícil. Mas também possuem alguns sintomas parecidos entre si, como febre, calafrios, tosse, fadiga (cansaço), dor de garganta, nariz escorrendo ou entupido, dores musculares e no corpo, dor de cabeça, vômitos e diarreias. Mas a infectologista afirmou que a única maneira de diferenciar as duas doenças é realizando os dois testes.

Gripe

Em relação a vacina da gripe, que deve começar a ser aplicada no final de abril ou começo de maio, Anna Claudia explicou que o início da Campanha de Vacinação é programado para que as pessoas possam ficar imunizadas durante o inverno, época que o vírus influenza circula mais. A duração da proteção da vacina da gripe geralmente é de até seis meses.

Ouça a matéria de Julia Lopes: