Ansiedade e Depressão na pandemia: Saiba como identificar os sintomas

Psicólogo explica diferença entre ansiedade e depressão
(Foto: Arquivo Pessoal))

Neste mundo pós-pandêmico, a ansiedade se tornou protagonista na vida de grande parte da população, principalmente para quem presenciou a covid-19 de perto.

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Um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP) publicado em 8 de fevereiro, relatou que pacientes que se recuperaram da doença desenvolveram deficits cognitivos e prevalência de depressão e ansiedade.

Por que isso acontece e por que a ansiedade está sendo cada vez mais diagnosticada?

Essa é uma das questões abordadas pela Rádio CBN São José dos Campos e Vale, que entrevistou nesta quinta-feira (3), Fernando Ferreira, psicólogo especialista em ansiedade, para falar de ansiedade e pandemia. O estudo com 425 pacientes que se recuperaram das formas moderada e grave da covid-19, feito por pesquisadores da USP, observou uma alta prevalência de deficits cognitivos e transtornos psiquiátricos.

Segundo o psicólogo, a ansiedade é um sinal de alerta do corpo, que é acionado quando o medo está presente, e que se não for tratado, pode levar a casos mais intensos, chamados de transtorno de ansiedade. Esse transtorno pode ter como origem uma causa biológica, provocada por algum desequilíbrio químico do cérebro ou hormonal, até fatores sociais como o cotidiano, o estresse e a pandemia, por exemplo.

Em geral, a ansiedade ocorre quando uma resposta natural do corpo a ameaças ou incertezas se torna intensa ou frequente demais, resultando em transtornos de saúde mental com sintomas que podem ser percebidos em forma de sensações: desconforto, aperto no peito, sentimento de apreensão frequentemente acompanhado por tensão, antecipação de cenários de riscos, muitas vezes irreais.

Os sintomas também podem apresentar manifestações físicas: falta de ar, coração acelerado, dificuldade para dormir e, em algumas vezes até compulsão alimentar.
Fernando Ferreira orienta prestarmos atenção a esses sinais, para que o problema seja tratado o quanto antes, já que a psicologia trabalha não apenas com práticas teóricas de conceitos, mas também com linguagens corporais que podem ser desenvolvidas e aplicadas durante um tratamento.

Ansiedade e Depressão

O especialista também explicou que muitas pessoas acabam confundido ansiedade e depressão, como se fossem a mesma coisa. Na ansiedade, a pessoa vivencia muita excitação e agitação, e na depressão ocorre o contrário. Na depressão, a pessoa se mostra mais colapsada, prostrada e introspectiva. No quadro do ansioso, geralmente ocorre de uma pessoa ‘acelerada’, sentir tristeza, mas não necessariamente que ela seja triste, mas sim, estar experimentando episódios de tristeza, o que também não quer dizer que ela seja depressiva.

O que é importante observar, é como a ansiedade está afetando o dia a dia dessas pessoas. A grande questão é sabermos identificar se essa ansiedade está causando um esforço capaz de gerar um sofrimento indesejado. É nesse momento que é importante entender a necessidade de buscar ajuda profissional de um psicólogo.

Ouça a matéria de Marcelo Rocha: