
Nesta quinta-feira (6), o comentarista do quadro CBN Política Regional, Hélcio Costa, falou em entrevista ao programa CBN Vale 1ª Edição sobre licitação no novo transporte público de São José dos Campos.
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Sabe quando o céu fica tomado por nuvens escuras, começa um vento de chuva e tem toda pinta de que vai cair um temporal? Aí tem um amigo mais otimista que diz: relaxa, não vai chover nada, logo-logo dissipa… Pois é, há tempos a licitação para o transporte público de São José está assim.
No céu, as nuvens indicam uma baita de uma tempestade, formada em torno do histórico de crises e problemas enfrentados pelo Grupo Itapemirim, vencedor do lote 1 e, depois, do lote 2 da licitação, com uma ajuda do governo. Mas tem um amigo que sempre diz: até aqui tudo bem.
Essa semana, no entanto, o amigo mudou o discurso: decidiu notificar o Grupo Itapemirim pelo descumprimento do contrato e deu 72 horas – que vencem nesta sexta-feira (7) — para que a empresa apresente as notas da compra de mais de 400 ônibus novos exigidos no edital da licitação. E agora, chove ou não chove? O que vai dizer a Itapemirim?
É chato voltar a esse tema, mas o desfecho dessa novela vai ter impacto direto no bem estar da população.
E, aos poucos, outras nuvens vão se formando no horizonte, desenhando outra tempestade, que vem na forma de uma pergunta: porque a licitação para operar o transporte de uma das maiores cidades do país atraiu só uma empresa e, mesmo assim, uma empresa em crise? E porque, da noite para o dia, São José caminha para ter uma só empresa de ônibus, voltando a um monopólio quebrado no governo Eduardo Cury?
Eu espero que as nuvens pesadas se dissipem, mas, como sou igual a São Tomé, vou sair de casa levando um guarda-chuva.