Paulo Roberto Palmeira, presidente da Coopertêxtil, falou em entrevista a CBN Vale que a área da antiga Tecelagem Parahyba “nunca foi pública”.

A Coopertêxtil, antiga Tecelagem Parahyba, enfrenta disputa judicial com a Prefeitura de São José dos Campos. A gestão alega que a cooperativa está atuando de forma irregular em terreno ocupado em área pública, do Governo do Estado de São Paulo, que foi permissionada ao Município de São José dos Campos para uso de interesse público.
O presidente da Coopertêxtil, Paulo Roberto Palmeira, informou que área é da cooperativa e que a antiga tecelagem foi comprada por trabalhadores em troca das dívidas trabalhistas devidas pela fábrica que faliu.
Briga Judicial
A cooperativa que está em funcionamento há 28 anos, teve suas atividades paralisadas no último dia 15 de outubro pela Prefeitura. Mas, no dia 22 de outubro, a Coopertêxtil conseguiu uma liminar favorável que autorizou a utilização dos espaços da antiga Tecelagem Parahyba, para continuar suas atividades de produção de forma regular, enquanto o processo corre na Justiça. No entanto, Paulo Roberto informou que a unidade da cooperativa ainda continua com as atividades paralisadas.
Em entrevista a CBN Vale 1ª Edição, no último dia 19 de outubro, o prefeito Felicio Ramuth disse que a área da tecelagem é pública e estava sendo ocupada em benefício privado.
O presidente Paulo Roberto, afirmou que esta informação é incorreta e que a Coopertêxtil é uma cooperativa. Além disso, disse que todas as empresas que ali estão, trabalham em sistema cooperados e que os encargos de limpeza e manutenção no sistema cooperado são rateados entre todos.
Coopertêxtil
As empresas cooperadas discordam da Prefeitura que o rateio é ilegal e abusivo. Informaram, que o valor é fundamental para a manutenção dos prédios, inclusive para manter as características históricas do local, devido ao tombamento do prédio.
Ouça a reportagem de Julia Lopes:
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