Padre Afonso encerra mandato e pode assumir secretaria em Taubaté

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(Foto: Alesp)

Padre Afonso Lobato (PV) se despediu no início desta semana do mandato de seis meses como suplente na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). O parlamentar, que também é pároco em Pindamonhangaba, assumiu como suplente no lugar de Fernando Cury (Cidadania), deputado que ficou afastado por assédio contra a deputada Isa Penna (PSOL).

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Em entrevista ao CBN Vale – 1ª Edição, Padre Afonso descreveu como ‘intenso’ e ‘de muito trabalho’ o semestre de retomada à Alesp. Projetos regionais que ficaram paralisados voltaram a serem discutidos, e emendas foram encaminhadas às cidades durante visitas em áreas diversas, como educação, saúde, esporte e infraestrutura.

Dentre as prioridades do curto mandato, três foram elencadas por Padre Afonso: o compromisso assumido pelo governador João Doria (PSDB) para a construção do Hospital Regional do Vale Histórico, em Cruzeiro; a redução da fila de pacientes que dependem da Radioterapia na região; e a abertura do processo de licitação do Ambulatório Médico de Especialidades de Taubaté (AME), que contemplará outras 11 cidades no uso do equipamento.

Tanto a abertura do AME quanto a urgência na assinatura de contrato para serviço de radioterapia junto ao Hospital Frei Galvão, em Guaratinguetá, foram discutidas em abril durante reunião entre ele e o vice-governador Rodrigo Garcia.

novos rumos e brasília

Mesmo com o fim do mandato, Padre Afonso segue como pároco de uma paróquia em Pindamonhangaba. Além disso, há a possibilidade de assumir um cargo na gestão José Saud (MDB), em Taubaté, como secretário de Governo e Relações Institucionais. Afonso também deve se candidatar à Câmara dos Deputados, nas próximas eleições, oficializando também a saída do Partido Verde.

‘DECISÃO HISTÓRICA’

Na época do afastamento de Fernando Cury, parlamentar que teve o mandato suspenso por assédio contra a deputada Isa Penna, Padre Afonso classificou o ato como ‘decisão histórica’, e que a atitude deve ser entendida como um sinal claro de que a dignidade das mulheres precisa ser respeitada, independente de posição social ou política.

Ouça a reportagem de Emerson Tersigni: