
A Justiça de Cachoeira Paulista aceitou uma denúncia protocolada pelo Ministério Público de São Paulo contra cinco pessoas pela prática do crime de lavagem de dinheiro e ocultação de bens, direitos e valores por intermédio de organização criminosa no município. Os denunciados foram investigados na Operação ‘Santo Remédio’, deflagrada em outubro de 2018, com o objetivo de investigar irregularidades na terceirização da saúde promovida na cidade.
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De acordo com o MP, o Poder Judiciário de Cachoeira Paulista decretou a prisão preventiva dos líderes do esquema, entendendo haver fortes indícios de que eles exercem função de comando em organização criminosa com poderio econômico e atuante em diversos municípios, com desvio de elevada quantia em dinheiro de recursos públicos do orçamento destinado à saúde.
Ainda segundo o MP, a primeira denúncia foi oferecida contra cinco pessoas – duas delas tidas como líderes e mentoras do esquema – por crime de organização criminosa, peculato, falsidade ideológica e fraude à licitação. Ao receber a segunda denúncia, o Judiciário entendeu que os elementos indicam a prática de crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de bens por meio dos envolvidos, que ocultaram e dissimularam a origem, localização e movimentação dos valores.
Os valores do crime de peculato cometido contra a cidade foram ocultados por meio de contas bancárias de empresas de fachada. Além disso, os líderes da organização criminosa celebraram compromisso de compra e venda de um luxuoso imóvel localizado em Bertioga, litoral sul de São Paulo. A propriedade foi sequestrada e a investigação ainda prossegue para apurar a participação de outros envolvidos no esquema.