Metalúrgicos da GM aprovam estado de greve em São José dos Campos

Metalúrgicos da GM em São José dos Campos aprovam estado de greve e cobram reajuste pelo INPC mais 3,5% de aumento real nos salários.
Foto: Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região

Os metalúrgicos da General Motors em São José dos Campos aprovaram nesta segunda-feira (31) o estado de greve durante assembleia com os trabalhadores do primeiro turno. A categoria cobra avanços nas negociações da Campanha Salarial 2026, principalmente o reajuste pelo INPC mais 3,5% de aumento real nos salários.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, já foram realizadas dez rodadas de negociação com a montadora. Até o momento, de acordo com a entidade, a GM mantém uma proposta de apenas reposição da inflação.

Além do reajuste, a categoria reivindica vale-alimentação de até R$ 1.350, aumento da PLR, estabilidade no emprego e efetivação de trabalhadores temporários. Também estão na pauta a progressão salarial, a renovação das cláusulas sociais e a redução da jornada sem redução dos salários.

Uma nova assembleia está prevista para as 14h, com os funcionários do segundo turno. A aprovação do estado de greve, no entanto, não significa uma paralisação imediata. A possibilidade de greve dependerá do andamento das negociações e das próximas decisões dos trabalhadores.

Posicionamento da GM

Em Nota, a GM argumentou que a fábrica precisa ser competitiva e sustentável para garantir investimentos futuros, lamentando o estado de greve do sindicato.

“Desde 2019, a General Motors vem adotando medidas importantes para manter a competitividade e a sustentabilidade da planta de São José dos Campos no longo prazo. Esse esforço é fundamental para ocupar nossa capacidade atual, ampliar a operação para além da produção da S10 e criar condições para a avaliação de novos negócios e futuros projetos.

Após 10 reuniões com o sindicato e diante do diálogo mantido ao longo desse processo, recebemos com surpresa a decisão pela aprovação do estado de greve.

A GM mantém sua disposição para o diálogo e para a construção de uma solução responsável. Ao mesmo tempo, competitividade, estabilidade operacional e compromisso de todas as partes são condições essenciais para o futuro da planta de São José dos Campos e para que a unidade esteja preparada para disputar novas oportunidades.”