
O Ministério Público de São Paulo (MPSP), a Polícia Civil e a Polícia Militar realizaram nesta quinta-feira (6) a segunda fase da Operação Armagedom contra uma organização criminosa suspeita de atuar com agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro no Vale do Paraíba.
As equipes cumprem 24 mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça de São José dos Campos. Além disso, a Justiça determinou a quebra de sigilo de dados eletrônicos dos investigados e o bloqueio de bens.
Um homem apontado como líder do grupo teve a prisão preventiva decretada. Segundo o MPSP, ele cumpria prisão domiciliar, mas continuava, de dentro da própria residência, coordenando atividades criminosas.
As investigações indicam que o grupo teria mantido a atuação mesmo após a primeira fase da operação, realizada em novembro de 2024. Na ocasião, integrantes foram presos e outros investigados receberam condenações.
De acordo com o MPSP, os suspeitos concediam empréstimos com juros abusivos, cobravam dívidas por meio de ameaças e escondiam patrimônio usando terceiros, empresas de fachada e outros bens. A investigação identificou imóveis, veículos de alto padrão, empresas e rendimentos com aluguéis superiores a R$ 48 mil por mês. As medidas judiciais podem atingir até R$ 205,7 milhões em bens.
A operação reúne agentes do Gaeco, do Núcleo Especial de Combate à Criminalidade Organizada (Neccold), da Polícia Civil e do 3º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep). A investigação continua para identificar outros envolvidos.
