
A Prefeitura de São José dos Campos realiza nesta quarta-feira (17) a recomposição com pedras da área onde ocorreu um novo afundamento de solo na Rua Felisbina de Souza Machado, no Jardim Imperial, zona sul da cidade. A intervenção ocorreu após uma movimentação do terreno registrada nos últimos dias em um trecho que já passa por obras de recuperação desde o início do ano.
Segundo a administração municipal, as chuvas recentes deslocaram parte do material utilizado para preencher a erosão, o que exigiu uma nova ação para reforçar a segurança da área e evitar novos deslizamentos.
O afundamento atingiu uma das regiões afetadas pelas crateras que se abriram no bairro no início de 2026. O trecho já havia recebido cobertura com pedras durante as medidas emergenciais adotadas após o surgimento da erosão.
Paralelamente à recomposição do terreno, a empresa contratada pela Prefeitura continua a construção de uma nova galeria de águas pluviais. A estrutura ficará ao lado da galeria que entrou em colapso e utilizará um método construtivo não destrutivo, com o objetivo de reduzir impactos na superfície e acelerar a execução dos trabalhos.
Crateras no Jardim Imperial
O problema começou após a corrosão de um tubo metálico da rede de drenagem, que provocou o colapso da galeria existente. Em abril, a Prefeitura assinou a ordem de serviço para a construção da nova estrutura, em uma obra orçada em R$ 6,7 milhões.
A Rua Felisbina de Souza Machado registrou duas grandes erosões em um intervalo de poucos dias. A primeira surgiu em 27 de janeiro, no cruzamento com a Rua Roberto Baranov, chegando a engolir um caminhão carregado com blocos de concreto. A segunda apareceu em 7 de fevereiro, cerca de 250 metros adiante, após um período de fortes chuvas.
O segundo episódio levou à interdição de quatro residências e do Residencial Jardins de Sevilha, condomínio com 34 apartamentos. Ao todo, 156 moradores deixaram suas casas. A área segue interditada e sob monitoramento enquanto as obras de recuperação continuam.