
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã nesta terça-feira (7) e afirmou que uma “civilização inteira morrerá esta noite”. A declaração, publicada em rede social, elevou a tensão no conflito e ocorreu horas antes de um ultimato sobre o Estreito de Ormuz.
Segundo Trump, mudanças no regime iraniano poderiam abrir espaço para algo “revolucionário”. No entanto, ele indicou que um cenário de destruição seria provável. Além disso, o presidente afirmou que os Estados Unidos poderiam atacar infraestruturas do país caso não haja acordo.
Após as declarações, o Irã decidiu interromper as negociações com os Estados Unidos. De acordo com a TV estatal iraniana, as conversas avançavam de forma positiva. Mesmo assim, a escalada de ameaças levou à paralisação do diálogo.
‘Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá. Contudo, agora que temos uma Mudança de Regime Completa e Total, onde mentes diferentes, mais inteligentes e menos radicalizadas prevalecem, talvez algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer, QUEM SABE? Descobriremos esta noite, em um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo. 47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim’, escreveu nas redes.
O prazo estabelecido por Trump prevê a reabertura do Estreito de Ormuz até 21h, no horário de Brasília. A rota concentra cerca de 20% do transporte global de petróleo. Por isso, o bloqueio afeta diretamente o mercado internacional de energia.
Enquanto isso, novos ataques foram registrados. Um bombardeio na província de Alborz, perto de Teerã, matou 18 pessoas e deixou 24 feridas. Além disso, a capital iraniana sofreu ataques em áreas residenciais e no aeroporto de Khorramabad.
Em resposta, o Exército iraniano classificou as ameaças como “delirantes”. Já o presidente Masoud Pezeshkian reforçou um discurso de mobilização nacional. Segundo ele, cerca de 14 milhões de pessoas se voluntariaram para o conflito.
O governo iraniano acionou a UNESCO. O país pediu condenação a possíveis ataques contra a ferrovia trans-iraniana, considerada patrimônio mundial. A guerra segue sem acordo até o momento.