Cesta básica sobe 0,94% em março no Vale do Paraíba, aponta Unitau

Carrinho de compras nvazio em corredor de mercado
(Foto: Reprodução)

O custo da cesta básica familiar registrou alta de 0,94% em março de 2026 no Vale do Paraíba, segundo levantamento do Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (Nupes) da Universidade de Taubaté. O valor médio passou de R$ 2.845,54 em fevereiro para R$ 2.872,38 em março, representando aumento de R$ 26,84.

A pesquisa considera uma cesta com 44 itens de alimentação, higiene pessoal e limpeza doméstica, suficiente para uma família de cinco pessoas. O parâmetro adotado pelo estudo é o poder de compra equivalente a cinco salários mínimos vigentes em janeiro de 2026, estimado em R$ 8.105.

Entre os municípios analisados, Campos do Jordão segue com a cesta mais cara, ao custo de R$ 3.029,21, enquanto Taubaté apresentou o menor valor, com R$ 2.795,60. A diferença entre as duas cidades chegou a R$ 233,61, equivalente a 8,35%. Também houve aumento nos preços em Caçapava, com alta de 1,58%, e em São José dos Campos, com variação de 0,36%.

Comprometimento da renda cresce

Outro indicador monitorado pelo levantamento aponta que o percentual da renda familiar comprometido com a compra da cesta básica subiu de 35,11% em fevereiro para 35,44% em março na média regional.

Com isso, houve redução no valor disponível para outras despesas essenciais, como saúde, educação e transporte. Segundo o estudo, o aumento ocorreu porque o salário mínimo permaneceu estável no período enquanto os preços da cesta avançaram.

Alimentos puxam alta dos preços

Entre os grupos analisados, os alimentos continuam com maior impacto no custo total da cesta, representando 90,11% do valor final. Em março, os itens de alimentação subiram 0,97%, enquanto produtos de higiene pessoal aumentaram 1,52% e os de limpeza doméstica tiveram leve queda de 0,11%.

As maiores altas foram registradas em:

  • cenoura (+49,49%)
  • abobrinha (+44,55%)
  • tomate (+36,71%)
  • cebola (+34,08%)
  • feijão carioquinha (+10,93%)
  • leite (+9,00%)

Segundo o Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais da Universidade de Taubaté, o aumento está associado principalmente ao período de entressafra, às condições climáticas adversas e à redução da oferta desses produtos.

Por outro lado, alguns itens apresentaram queda de preços, como:

  • mamão formosa (-10,96%)
  • farinha de mandioca (-9,14%)
  • alho (-7,16%)
  • laranja pera (-6,80%)

Essa redução, por sua vez, está relacionada ao aumento da oferta e à regularização do abastecimento no mercado.

Queda acumulada em 12 meses

Apesar da alta registrada em março, o levantamento aponta que o custo da cesta básica ainda apresenta queda acumulada de 2,53% nos últimos 12 meses na média regional, equivalente a R$ 74,50.

No entanto, mesmo com essa retração anual, os pesquisadores destacam que os preços permanecem elevados em termos históricos, o que mantém a percepção de custo alto entre os consumidores. Além disso, o aumento recente no preço do diesel pode pressionar novos reajustes nos próximos meses.