Homem é preso suspeito de vender medicamentos para emagrecimento e anabolizantes de forma clandestina em São José

Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil prendeu em flagrante um homem de 49 anos suspeito de comercializar clandestimente medicamentos para emagrecimento e anabolizantes em São José dos Campos, nesta quarta-feira (11). A investigação é conduzida pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), vinculada ao Deic do Deinter 1.

De acordo com o boletim de ocorrência, policiais apuravam que o investigado utilizava redes sociais e grupos restritos de WhatsApp para vender medicamentos injetáveis, entre eles substâncias utilizadas para emagrecimento, sem prescrição médica ou autorização sanitária.

Durante as investigações, os agentes identificaram que o suspeito havia viajado ao Paraguai para adquirir mais produtos. Com a informação de que ele retornaria à cidade no mesmo dia, os policiais montaram uma campana no terminal rodoviário.

Por volta das 18h35, o homem foi abordado após desembarcar de um ônibus carregando uma mala grande. Segundo a polícia, dentro da bagagem foram encontrados diversos medicamentos de origem irregular. O próprio suspeito teria confirmado que mantinha os produtos em depósito.

Entre os itens apreendidos estavam caixas de medicamentos, frascos com líquido, seringas e substâncias utilizadas para aplicação injetável, além de cinco telefones celulares. Parte do material estava na mala do investigado e outra parte foi localizada no apartamento dele durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão.

A polícia informou que os medicamentos são de controle especial e só podem ser comercializados por estabelecimentos farmacêuticos licenciados, mediante apresentação de receita médica. O suspeito não apresentou nota fiscal, prescrição médica ou autorização sanitária para os produtos.

Diante da situação, ele foi autuado em flagrante por falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais. Como a pena máxima supera quatro anos de prisão, não foi arbitrada fiança. O caso foi registrado e segue sob investigação da Polícia Civil.