CBN Vale entrevista: Ricardo Galvão só assume vaga se Sônia Guajajara não retornar à Câmara

Ricardo Galvão só assume vaga se Sônia Guajajara não retornar à Câmara
Foto: Divulgação/MCTI

O pesquisador Ricardo Galvão, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e primeiro suplente de Guilherme Boulos (PSOL), afirmou em entrevista exclusiva à Rádio CBN Vale, nesta terça-feira (21), que ainda não há definição sobre a possibilidade de assumir uma vaga na Câmara dos Deputados.

A dúvida surgiu após o anúncio do presidente Lula sobre o convite feito ao deputado federal Guilherme Boulos (PSOL), que deixará o cargo para assumir o Ministério da Secretaria-Geral da Presidência, no lugar de Márcio Macêdo. Com isso, Galvão seria o primeiro da fila para ocupar a vaga.

No entanto, segundo Galvão, a decisão depende de ajustes internos da federação partidária e também de possíveis mudanças no ministério.

Durante a entrevista, o pesquisador explicou que a situação ainda está em análise.

“Essa possibilidade já vinha sendo discutida desde o começo do ano, quando o presidente Lula mencionou a escolha de Boulos para o ministério. Como sou o suplente dele, seria natural que eu assumisse. No entanto, questões partidárias ainda estão sendo tratadas”, afirmou.

Ministra Guajajara

Galvão acrescentou que há uma nova variável: a ida de Ricardo Galvão à Câmara dos Deputados depende de uma definição envolvendo a ministra Sônia Guajajara. Caso ela decida retornar à Câmara após a COP30, ocuparia a vaga deixada por Guilherme Boulos, inviabilizando que Galvão, seu suplente, assuma o mandato. Por outro lado, se Sônia permanecer no ministério, Galvão seria o próximo na fila para assumir a vaga.

“Se isso ocorrer, não caberia a mim assumir o mandato”, explicou.

Mesmo com o cenário indefinido, o presidente do CNPq garantiu que já existe um plano de transição preparado para o caso de sua saída. Ele contou que conversou com a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos para organizar a eventual substituição na presidência do órgão. “Tudo está articulado do ponto de vista administrativo”, disse.

Questões familiares

Questionado sobre questões pessoais, Galvão contou que levou um tempo para discutir a mudança com a família. “Convencer minha esposa demorou um pouco, mas chegamos a um acordo. Se for para ficar até abril, eu aceitaria”, e não por um curto período, afirmou.

Ao final da conversa, ele reforçou que ainda não recebeu nenhum contato oficial sobre o assunto e que a definição deve ocorrer nos próximos dias.

Assim, Ricardo Galvão, que já foi Diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos, permanece no comando do CNPq, aguardando a decisão do governo e do PSOL sobre o futuro da cadeira de Guilherme Boulos na Câmara dos Deputados.