É o que mostra o Índice FipeZap, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas que acompanha o valor do aluguel em 25 importantes cidades brasileiras. Foi a sétima alta seguida do índice, que tem subido desde julho. Aliás, foi também o maior avanço desse período. Em dezembro, para comparação, o indicador também havia avançado 0,80%.
A variação mensal do aluguel no primeiro mês de 2022 superou a inflação oficial, registrada pelo IPCA, que foi de 0,54%. Ainda de acordo com levantamento FipeZap, quatro capitais se destacaram entre as cidades com os maiores aumentos.
Em Goiânia, a capital de Goiás, por exemplo, o aumento passou de 3,5%; já em Curitiba, o preço médio do aluguel residencial avançou +2,34%. Florianópolis e Salvador, por sua vez, tiveram altas superiores a 1,5%.
Nenhuma das 25 localidades pesquisadas apresentou queda nos preços de locação. Em valores, o levantamento revela que o preço médio do aluguel nas 25 cidades monitoradas encerrou o mês de janeiro em R$ 31,85/m². São Paulo tem o preço médio de locação mais caro entre as 11 capitais monitoradas na pesquisa: R$ 39,97/m².
Na sequência, aparecem Recife, Brasília e Rio de Janeiro, que também têm valores de aluguel acima da média nacional. Já a capital monitorada com menor valor de locação residencial em janeiro foi Fortaleza (R$ 19,20/m²).
Fonte: Agência Rádio 2
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Imóvel com aluguel até R$ 1 mil lidera locações no Vale do Paraíba
O mercado imobiliário reagiu muito bem durante a pandemia de Covid-19. Em 2020 e 2021, o setor bateu recordes de negócios realizados e financiamentos. No entanto, desde outubro de 2021 até o momento atual, houve uma diminuição na velocidade deste crescimento. O principal fator é o aumento da taxa da Selic, que acabou refletindo na taxa de financiamento imobiliário.
O presidente do CRECI-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo), José Augusto Viana Neto, explicou que o aumento da taxa Selic tirou o poder de compra de muitas famílias.
Imóveis usados
Por outro lado, com o aumento da inflação, que causou a suspensão dos lançamentos de imóveis, o mercado está sendo movimentado pelo setor de imóveis usados. De acordo com o presidente do CRECI-SP este mercado de venda de imóveis usados está indo bem.
Taxa Selic
José Augusto Viana Neto, explicou que o mercado imobiliário está sofrendo muito com o aumento da taxa Selic acima de 12%, promovendo uma dificuldade para o setor. No entanto, o presidente disse que há um otimismo em função de ser um ano eleitoral, pois mecanismos podem ser criados para cortar o crescimento das taxas de juros e da inflação.
Imóvel com aluguel até R$ 1 mil lidera locações no Vale
Uma pesquisa do Creci-SP com 132 imobiliárias e corretores de 17 cidades do Vale do Paraíba e do Litoral Norte constatou que o volume de locações residenciais em Dezembro ficou estável, crescendo apenas 0,04% sobre Novembro, mas o saldo acumulado de Agosto a Dezembro fechou positivo em 9,68%.
Os novos inquilinos preferiram imóveis com aluguel mensal de até R$ 1 mil (53,14%) e as casas (83,33%) aos apartamentos (16,67%). Os imóveis mais alugados em Dezembro foram os localizados em bairros de periferia (52,63%) e de padrão construtivo médio (70,42%). Portanto, de acordo com o presidente do Cresci-SP, os valores de imóveis de classe média baixa estão movimentando o mercado.
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