
Dados divulgados pelo Consórcio de Prefeitos do Vale do Paraíba (Codivap), a ocupação em leitos de UTI, destinados a pacientes graves com Covid-19 na região, subiu para 85,2% no dia 19. O número, no comparativo com atualização anterior, realizada em 18 de abril, apresenta alta de 3,2%, o que levanta novamente o alerta na região.
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O levantamento é preocupante, porque, toda vez que o número de ocupação em leitos de UTI extrapola a capacidade máxima, é necessária a ocupação de leitos livres de enfermaria.
Dr. Danilo Stanzani, diretor técnico da Santa Casa e ex-secretário de saúde do município, também integrante do comitê de enfrentamento a Covid-19, conta que, a partir de acompanhamentos técnicos, os dados estão oscilando nos últimos meses, dependendo da flexibilização ou da chegada de feriados.(Confira a reportagem ao final deste texto)
Classificação
O Vale do Paraíba, atualmente, está na ‘fase de transição’. A medida permite com que as atividades comerciais sejam restabelecidas, bem como a presença do público nas celebrações religiosas.
De acordo com Stanzani, o Estado ainda não sabe qual a melhor forma de retomada econômica, com abertura do comércio, e que a adoção da medida pode ser muito boa, dependendo de atitude das pessoas.
Para ele, toda vez que há reabertura, a população se sente segura em sair e até mesmo acaba relaxando medidas preventivas à doença, o que faz com que o número de casos aumente em determinadas regiões.
Oxímetros
Para tentar evitar com que esses casos aumentem e haja colapso na saúde, cidades vem adotando medidas para evitar agravamento da doença em pacientes. Desde o dia 8 de abril, as pessoas que testaram positivo para a Covid-19 no Hospital Municipal, Hospital de Clínicas Sul e nas Unidades de Pronto Atendimento de São José dos Campos, da rede pública de saúde, passaram a monitorar a evolução da doença em casa com o auxílio do oxímetro.
O médico explica que a aquisição desses aparelhos é de extrema importância, já que pacientes que se contaminaram pela Covid-19 não sentem o quanto estão ficando debilitados. O aparelho auxilia principalmente pacientes graves que têm um nível de saturação de oxigênio entre 70% e 80%, enquanto pessoas saudáveis ficam entre 95% e 100%.
Em 11 dias, 375 pessoas já fizeram o cadastro para garantir um oxímetro. Destas 319 retiraram o equipamento, o que representa uma adesão de 80% ao monitoramento.
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