
O Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) da Federação Paulista de Futebol determinou que a realização dos jogos do São José Esporte Clube sejam com portões fechados, de forma preventiva e temporária. A decisão foi tomada em função dos atos de violência cometidos por terceiros contra o ônibus da delegação do Santo André, ocorrido no último dia 3 de agosto.
Com a medida, todos os jogos do São José, seja na categoria profissional, categorias de base ou no futebol feminino, terão entrada proibida ao público enquanto a determinação estiver em vigor. Como consequência, a venda de ingressos para a partida contra a Portuguesa Santista, marcada para o dia 16 de agosto (sábado), foi suspensa temporariamente.
Em nota, o São José EC informou que apresentou sua defesa na tarde desta sexta-feira (9) e está adotando todas as providências necessárias para que a situação seja solucionada.
O clube ainda reafirmou que não compactua com qualquer forma de violência, seja dentro ou fora dos estádios e que os atos violentos prejudicam não apenas a instituição, mas também os torcedores de bem e a integridade do esporte.
Por fim, o São José EC SAF se colocou à disposição das autoridades competentes para evitar que episódios semelhantes voltem a acontecer, e pediu a compreensão de sócios, torcedores, patrocinadores e parceiros, ressaltando que “a violência não combina com o nosso futebol.”
“Comportamentos violentos prejudicam diretamente o clube, os torcedores de bem e a integridade do esporte. Acreditamos que a responsabilidade por manter um ambiente seguro é compartilhada – clube, torcedores e poder público.
Contamos com a compreensão dos nossos sócios-torcedores, torcedores, patrocinadores e parceiros, e reforçamos que a violência não combina com o nosso futebol”
Entenda a confusão
A delegação do EC Santo André foi alvo de um ataque no fim da tarde do último domingo (3), após a partida contra o São José EC, válida pela oitava rodada da Copa Paulista, no Estádio Martins Pereira, em São José dos Campos.
Segundo informações divulgadas pelo clube andreense, o ônibus que transportava a equipe foi cercado por integrantes da torcida organizada Mancha Azul. O clube alega que esse grupo de torcedores teria depredado o veículo, invadido o interior do ônibus e ameaçado atletas e membros da comissão técnica. Durante a ação, esses torcedores teriam arremessados garrafas de vidro e disparados rojões contra o coletivo.
A delegação relatou que, diante da violência, os jogadores se deitaram no corredor do ônibus para se proteger. O episódio teria durado cerca de 10 minutos, em meio a um clima de forte tensão.

O que diz a Mancha
A Mancha Azul, por meio de nota, negou que tenha realizado uma emboscada contra a delegação Ramalhão e afirmou que não houve agressão, tentativa de invasão ao ônibus, arremesso de objetos ou qualquer tipo de confronto físico ou ameaça. A torcida alega que a versão apresentada pelo Santo André é distorcida e infundada.
A Mancha ressaltou ainda que o ônibus visitante estava passando em frente à sede da torcida, onde eles se reúnem nos dias de jogo e o motorista do ônibus teria aberto a porta para perguntar se havia integrantes de torcidas organizadas adversárias dentro do veículo, recebendo resposta negativa, o que permitiu a continuação pacífica do trajeto.