No Vale, Tabata Amaral fala sobre possível cassação de Eduardo Bolsonaro

No Vale, Tábata Amaral fala sobre possível cassação de Eduardo Bolsonaro
Em seu último compromisso na região, Tabata falou sobre sua proposta de endurecer a lei de improbidade e sobre uma eventual cassação de Eduardo Bolsonaro. Foto: Léo Lemes

Concluindo sua agenda de visitas às cidades da região, a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) esteve, na manhã deste sábado (1º), em um encontro com correligionários do Vale do Paraíba e do Litoral Norte, na cidade de Pindamonhangaba.

Entre as autoridades presentes, o evento reuniu nomes como o prefeito de Lagoinha, Zeca Corrêa (PL), a vereadora de Taubaté, Talita de Lima Barbosa (PSB) e os ex-deputados Davi Zaia e Poliana Gama (Cidadania). Também era aguardada a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), no entanto ele não compareceu por conta de compromissos em Brasília.

Em entrevista exclusiva à CBN Vale, Tabata falou sobre sua proposta, protocolada na câmara na última quinta-feira (31), que altera a lei de improbidade administrativa para impedir nomeações em cargos públicos, visando dificultar a responsabilização civil, administrativa ou penal de agentes do Estado.

O projeto foi apresentado como resposta a uma manobra cogitada por aliados da família Bolsonaro nas últimas semanas. A intenção seria evitar que o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), atualmente autoexilado nos Estados Unidos, perdesse o mandato por excesso de faltas não justificadas.

“Neste momento a gente tem um deputado federal eleito por São Paulo, que abandonou o seu mandato e está conspirando contra a gente nos Estados Unidos. O estado de São Paulo é um dos mais afetados, se não, o mais afetado pelo tarifaço do [Donald] Trump. Seria um tapa na cara da população de que alguns governadores estariam cogitando indicar o Eduardo Bolsonaro como secretário, para que ele não perca o mandato, para que ele continue nos Estados Unidos, conspirando contra a gente”, afirmou Tábata.

LICENÇA

Em março de 2025, Eduardo Bolsonaro anunciou por meio de um vídeo em suas redes sociais que tirou licença do cargo de deputado federal por 120 dias para morar nos Estados Unidos. Segundo ele, a decisão teria sido tomada devido às “perseguições políticas” que ele e o seu pai, Jair Bolsonaro, estariam enfrentando no Brasil.

A licença do parlamentar chegou ao fim em 20 de julho. No Entanto, por conta do recesso do legislativo, Eduardo deveria retornar ao seu cargo na segunda-feira (4), quando todos os deputados e senadores retornam ao Congresso Nacional.

Questionada sobre um possível processo de cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro, Tabata comentou:

“Nessa semana que entra, vai expirar o prazo que ele teria da licença e aí, se um parlamentar que não pode mais estar de licença, se ausenta, segue faltando, ele deve ser cassado, então é por isso que a gente começou a ver essas “maracutaias” de tentarem indicá-lo como secretário”.

“Não é algo ideológico. Não dá pra gente aceitar que um parlamentar que abandonou a sua função, que está atrapalhando tanto, prejudicando tanto o nosso país, receba um salário, por exemplo, como o secretário de São Paulo, para se safar dessa. O que ele vai fazer é com ele, com a consciência dele e com Deus, mas o que a gente tem que fazer é defender os nossos interesses”, concluiu.

OUTRO LADO

A reportagem da CBN Vale entrou em contato com a assessoria do deputado federal licenciado, Eduardo Bolsonaro, no entanto, até a publicação desta matéria, não houve retorno. Este espaço segue aberto para o pronunciamento do parlamentar.