Buscas pelo escoteiro desaparecido em Piquete tiveram nova fase em abril

Buscas pelo escoteiro desaparecido em Piquete tiveram em nova fase em abril
(Foto: Arquivo Pessoal/Ivo Simon)

A Polícia Civil de Piquete, em conjunto com a Polícia Científica do Estado de São Paulo, retomou nesta quinta-feira (24), as investigações sobre o desaparecimento do jovem Marco Aurélio, que sumiu durante uma trilha no Pico dos Marins, em 1985.

Em nota encaminhada à reportagem da CBN Vale, a Diretoria do Instituto de Criminalística de SP informou que as investigações foram retomadas em abril deste ano, e incluíram o uso de drones equipados com sensores multiespectrais de alta resolução. Esses equipamentos realizaram sobrevoos para varredura e análise de áreas de mata densa, com o objetivo de detectar vestígios mesmo em locais de difícil acesso.

Os trabalhos estiveram sob responsabilidade da perícia criminal da equipe de Guaratinguetá, que é subordinada ao Núcleo de Perícias Criminalísticas de São José dos Campos.

Os dados obtidos foram processados com o auxílio de algoritmos de inteligência artificial, treinados para identificar padrões geoespaciais relevantes. Apesar do avanço tecnológico, o primeiro ponto de interesse analisado não trouxe resultados satisfatórios nos exames laboratoriais para a detecção de traços genéticos.

Ainda assim, a investigação continua. Novos sobrevoos estão sendo realizados e os algoritmos utilizados seguem em constante aprimoramento, aumentando a chance de encontrar informações úteis.

A partir da análise dos registros recentes, a equipe irá definir novas áreas prioritárias para possíveis escavações de precisão. Essas ações podem contar com apoio de outras instituições policiais ligadas à Secretaria da Segurança Pública, além de órgãos municipais e estruturas especializadas da região.

Em nota enviada à CBN Vale, a Secretaria de Segurança Pública confirmou que o caso segue sendo investigado pela Delegacia de Piquete. Os trabalhos periciais devem continuar, com o objetivo de localizar o paradeiro de Marco Aurélio. No entanto, detalhes da operação não serão divulgados para garantir autonomia às ações da polícia.

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(Foto: Arquivo Pessoal/Ivo Simon)

Relembre o caso

O adolescente Marco Aurélio Simon, então com 15 anos, desapareceu em no dia 8 de junho de 1985, enquanto fazia uma trilha no Pico dos Marins, montanha localizada entre os municípios de Piquete e Cruzeiro, com cerca de 2.400 metros de altitude. Ele fazia parte de um grupo de escoteiros que incluía o chefe da equipe e mais três colegas.

Durante a subida, um dos jovens se feriu e precisou parar. Diante disso, Marco Aurélio seguiu adiante para buscar ajuda, mas não foi mais visto. O desaparecimento mobilizou uma grande operação de buscas, envolvendo mais de 300 pessoas entre policiais, bombeiros, guias locais e voluntários. Apesar do esforço, ele nunca foi encontrado, e as investigações foram encerradas em 1990, sem respostas conclusivas.

Mais de três décadas depois, uma nova pista levou a Polícia Civil de Piquete a retomar o inquérito. A informação apontava que os restos mortais de Marco Aurélio estariam enterrados em uma casa próxima à região dos Marins. A partir disso, a perícia passou a utilizar equipamentos especializados de varredura do solo e cães farejadores treinados para tentar localizar o corpo. No entanto, até o momento, nada foi encontrado.