São Paulo inicia projeto-piloto para identificar recém-nascidos ainda na maternidade

identificação biométrica de recém-nascidos diretamente nas maternidades
Foto: Governo de SP

O Governo de São Paulo deu início a um projeto-piloto inédito no estado com foco na segurança e na proteção da infância: a identificação biométrica de recém-nascidos diretamente nas maternidades. A iniciativa começou a ser implementada neste mês em hospitais da capital e será gradualmente expandida para outras regiões.

O projeto tem como objetivo garantir a identificação segura e precisa de bebês logo após o nascimento, por meio da coleta de impressões digitais e da biometria facial. A medida visa prevenir casos de troca de bebês, facilitar o acesso a serviços públicos e agilizar a emissão da certidão de nascimento e do Cadastro de Pessoa Física (CPF), ainda no ambiente hospitalar.

A ação é uma parceria entre a Secretaria da Saúde, a Secretaria de Gestão e Governo Digital, a Prodesp (empresa de tecnologia do governo paulista) e cartórios de registro civil. A identificação será feita com equipamentos específicos para a leitura da digital do recém-nascido e também de sua mãe, permitindo o vínculo biométrico entre mãe e filho.

Nesta fase inicial, o projeto está em operação em maternidades públicas da capital, como o Hospital Maternidade Interlagos. A expectativa é que, até o fim do ano, a iniciativa esteja presente em pelo menos 10 unidades hospitalares do estado, com a meta de torná-la obrigatória em todas as maternidades públicas e conveniadas com o SUS a partir de 2026.

Segundo o governo, a identificação biométrica desde o nascimento representa um avanço importante na construção de um sistema de dados mais integrado e seguro, além de ser um instrumento para combater fraudes e proteger os direitos da criança.

Com essa inovação, São Paulo dá um passo significativo na modernização do atendimento neonatal e na promoção de uma política pública mais eficiente, segura e orientada para o futuro.