
A última terça-feira (8), foi marcada por uma megaoperação policial que mobilizou efetivos em todas as regiões do estado de São Paulo. A Polícia Civil começou a segunda fase da Operação Rastreio, que resultou na prisão de 920 pessoas com mandados de prisão em aberto. A ação tem como foco a retirada de criminosos reincidentes e de alta periculosidade das ruas paulistas.
A estratégia da operação se baseou na análise de mandados judiciais pendentes, com monitoramento prévio dos alvos, permitindo uma atuação precisa das equipes. Foram cumpridos mais de 1,4 mil mandados de prisão, e a operação segue em andamento.
Segundo o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, a força-tarefa teve como prioridade a prisão de indivíduos reincidentes, que representam risco de novos crimes. Um levantamento preliminar apontou que 48% dos detidos já tinham passagens anteriores pela polícia.
Entre os capturados estão condenados por crimes patrimoniais, tráfico de drogas e estupro. “São criminosos que estavam soltos mesmo com sentença judicial. Agora, serão levados para o sistema prisional para cumprirem suas penas”, declarou o delegado-geral Artur Dian.
Primeira fase já havia prendido 675 foragidos
A primeira etapa da Operação Rastreio foi realizada em abril de 2025, quando 675 pessoas foram presas em todo o estado. Na ocasião, cerca de mil mandados de prisão também foram cumpridos. A operação envolveu praticamente todos os setores da Polícia Civil, incluindo a Divisão de Capturas do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope).
A ação é coordenada pela Delegacia Geral de Polícia e tem previsão de novas fases nos próximos meses. Segundo as autoridades, o trabalho de inteligência e mapeamento dos foragidos será contínuo, com o objetivo de reduzir a impunidade e garantir o cumprimento das decisões judiciais.