Funcionário é preso após furtar tinta da Prefeitura de Taubaté

Funcionário é preso após furtar tinta da Prefeitura de Taubaté
Foto: Divulgação / Prefeitura de Taubaté

Um servidor público da Prefeitura de Taubaté foi preso em flagrante na manhã desta segunda-feira (23), acusado de furtar um galão de tinta de 18 litros avaliado em R$ 600. O caso ocorreu no galpão da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e foi registrado como peculato, que é o crime de desvio de bem público cometido por funcionário no exercício da função.

De acordo com o boletim de ocorrência, o servidor, de 61 anos, foi flagrado por câmeras de segurança colocando o galão de tinta dentro do próprio carro. A ação teria ocorrido por volta das 7h da manhã, mas já era observada com atenção por colegas, que vinham notando atitudes suspeitas desde o dia 18.

Assim que o furto foi confirmado pelas imagens, a equipe da Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada. Tanto o galão de tinta quanto o carro foram apreendidos e encaminhados à delegacia de plantão.

Durante o depoimento, o homem confessou o crime. Ele disse que havia separado o galão na quarta-feira anterior, mas que só conseguiu levá-lo naquela manhã. Afirmou ainda que pretendia usar a tinta para pintar o muro de sua casa. Em sua justificativa, alegou estar passando por dificuldades financeiras, com dívidas no banco e com agiotas. Também relatou problemas de saúde na família e contou que está em processo de recuperação do uso de drogas.

Apesar de demonstrar arrependimento e vergonha, o delegado responsável pelo caso entendeu que a situação configurava flagrante delito. Segundo ele, havia indícios claros de materialidade e autoria, inclusive com a recuperação do objeto furtado e a confissão do suspeito.

Além disso, o crime de peculato tem pena prevista acima de quatro anos de reclusão. Por isso, o servidor permanece preso e deve passar por audiência de custódia. A tinta foi devolvida à Prefeitura.

A Polícia Civil destacou que o registro do flagrante foi possível graças à atenção dos colegas de trabalho e ao apoio da Guarda Civil. O caso segue sob investigação para que sejam tomadas as medidas administrativas e judiciais cabíveis.