Câmara de São Luiz do Paraitinga aprova abertura de CPI contra vereador que participou de festa clandestina

Vereador aparece de chapéu em filmagens que circularam nas redes sociais (Foto: Reprodução)

A Câmara Municipal de São Luiz do Paraitinga aprovou, em sessão ordinária realizada em 13 de abril, a abertura de uma comissão que poderá resultar no processo de cassação do vereador Arildo Lenzi da Fonseca Junior (PSD), por quebra de decoro parlamentar. A representação foi motivada após ter circulado nas redes sociais um vídeo com a participação do parlamentar em uma festa clandestina entre jovens da cidade.

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O Legislativo luizense acolheu uma representação assinada por um munícipe, Erasmo Arrivabene, onde, segundo ele, é possível observar na gravação a aglomeração de vários jovens conhecidos na cidade, sem qualquer distanciamento social, e a presença do vereador Arildo ‘participando ativamente da festividade clandestina, com o mesmo grau de despreocupação e irresponsabilidade dos demais participantes’.

Ainda segundo o documento, protocolado na casa de Leis, “causou espanto e indignação no seio da comunidade luizense essa irresponsabilidade desmedida, partindo justamente de quem detém o mandato popular e deveria servir de exemplo para os demais”. O autor da representação argumentou que o vereador é conhecedor do decreto municipal em vigor na cidade que estabelece regras para o enfrentamento da pandemia.

Ainda na representação, Erasmo defendeu a abertura do processo de cassação de Arildo, já que ‘o vereador está sempre investido do múnus público do cargo para o qual foi eleito, onde quer que vá e esteja’. O processo foi aprovado por unanimidade pela Câmara e a comissão será composta pelos vereadores Professor Zé Roberto (PSDB), como presidente; Dirceu Diniz (Republicanos), como relator; e Maria Aparecida (PL), como secretária.

Procurado pela CBN Vale, o vereador Arildo Junior informou que “conforme a orientação de sua defesa técnica, que ainda não teve amplo acesso ao procedimento deflagrado na Câmara Municipal, reserva-se ao direito de permanecer em silêncio, ao menos por ora”. A CPI terá duração de 90 dias para investigar se houve ou não quebra de decoro parlamentar.

(Foto: Divulgação/Câmara de São Luiz do Paraitinga)