
A Polícia Civil prendeu, na tarde desta segunda-feira (10), um homem de 31 anos, suspeito de matar e enterrar a ex-namorada em uma área rural de Taubaté. A vítima, Mariana da Costa Nascimento, de 28 anos, estava desaparecida desde o dia anterior, após um desentendimento com o suspeito, com quem teve um relacionamento amoroso.
O caso começou com o registro de desaparecimento feito por familiares de Mariana, que notaram sua ausência depois que ela avisou que voltaria para casa e parou de responder às mensagens. Além disso, antes do sumiço, Mariana havia informado que estava em um bar com o homem, com quem tinha rompido recentemente.
A situação se agravou quando os investigadores da Delegacia de Investigações Criminais (DEIC) de Taubaté identificaram, por meio de câmeras de segurança, um trajeto incomum feito pelo carro do suspeito. O veículo foi visto indo até um local ermo e retornando rapidamente, o que levantou suspeitas.
Em seguida, os policiais foram até a região e encontraram, às margens de um rio, o celular de Mariana e um par de botas femininas. Esses objetos estavam enrolados em papel, o que indicava uma possível tentativa de ocultar vestígios.
Prisão do suspeito – preso
Diante das evidências, a equipe foi até a casa do suspeito para questioná-lo. No local, havia grande tensão, já que familiares da vítima estavam presentes e discutiam com os parentes do homem. Por segurança, ele foi levado à delegacia, onde, após ser questionado, confessou o crime. De acordo com seu relato, Mariana foi morta e enterrada em um terreno nos fundos da propriedade dele. Ele disse ainda que tinha medo de voltar ao local devido à possível reação da população.
Com base nas informações fornecidas, os policiais foram até a área indicada, localizada no bairro Fazenda Canta Galo. Após escavações, o corpo da jovem foi localizado enterrado.
Histórico de perseguição
Segundo a polícia, a vítima já havia registrado boletim de ocorrência contra o suspeito, relatando perseguição após o fim do relacionamento. Inclusive, havia uma medida protetiva em vigor, concedida pela Justiça.
Após a confissão, o suspeito foi autuado e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. A investigação segue em andamento para esclarecer todos os detalhes sobre o que aconteceu antes e depois do crime.