
O EC Taubaté vive a expectativa de estreia na Copa Paulista, no domingo (15), antes do arquirrival São José EC, no Martins Pereira, em São José dos Campos. Será o retorno do Burro da Central a competição que não disputa desde 2021.
O diretor de futebol do EC Taubaté, Leonardo Silvério, ressaltou em entrevista ao programa CBN Vale Esportes nesta terça-feira (10) que foi priorizado o equilíbrio financeiro para formar um elenco competitivo, mesclando jogadores jovens com atletas mais rodados.
Ao todo, 23 jogadores fizeram parte dos trabalhos da intertemporada e vão compor o plantel do treinador Rogério Henrique. No entanto, a diretoria taubateana optou por divulgar os nomes dos atletas nesta reta final dos preparativos.
Do total de 23 jogadores, 15 foram contratados: Michel (goleiro), Cadu Bertini (goleiro), Pedrinho (lateral-direito), Udson (lateral-esquerdo), Ruan Robert (zagueiro), Jordan Rodrigues (zagueiro), Rafa Marcos (meia), Robert (meia), Matheus Claudino (meia), Marcinho (atacante) Brandão (atacante), Marcinho (atacante), Rick Sena (atacante), Eric (atacante) e Igor Goularte (atacante).
Além dos reforços, o EC Taubaté terá no elenco o volante Matheus Peloggia (remanescente da Série A2), o meia Victor Lima (volta de empréstimo do Atlético Joseense) e outros cinco atletas que foram promovidos das categorias de base: Chico (volante), Maycon (atacante), Levi (lateral-direito), Guilherme (meia) e Gabriel (zagueiro).
Veja o elenco do EC Taubaté para a disputa da Copa Paulista:
Goleiros: Michel Américo e Cadu Bertin;
Zagueiros: Jordan Rodrigues, Ruan Robert, Lucas Anselmo (LE) e Gabriel (base);
Laterais: Udson, Pedrinho e Levi (base);
Meias: Matheus Peloggia (remanescente A2), Chico (base), Matheus Claudino, Victor Lima (retorna de empréstimo), Guilherme (base), Rafa Marcos e Robert;
Atacantes: Maycon (base), Marcinho, Igor Goularte, Brandão, Mayco Félix, Rick Sena e Eric;

Jogos-treinos
Leonardo Silvério também comentou sobre a sequência de jogos-treino realizados pela equipe e respondeu às reclamações de torcedores que questionaram a escolha dos adversários nas partidas de preparação: Seleção de Extrema-MG, Sindicato dos Atletas de SP e Guarani.
Segundo o diretor, os amistosos seguiram um planejamento técnico e físico bem definido e que a escolha dos adversários “não foi por acaso”.
“Tivemos jogos-treino bons. O primeiro (Seleção de Extrema) foi mais voltado para movimentar os atletas, ainda estávamos no início da preparação e sem o treinamento completo colocado. No segundo (contra o Sindicato dos Atletas), com o grupo mais treinado, conseguiu importar um ritmo maior, também pela fragilidade do adversário. E no teste final, contra o Guarani, acredita que consegue competir de igual para igual com uma equipe forte, que disputa a Série C do Campeonato Brasileiro e já foi com ritmo de jogo. o mais importante no resultado final do nosso trabalho”, avaliou.
No segundo (contra o Sindicato dos Atletas), com o grupo mais treinado, conseguiu um ritmo maior, também pela fragilidade do adversário.
E no teste final, contra o Guarani, pensamos que conseguimos competir de igual para igual com uma equipe forte, que disputa a Série C do Campeonato Brasileiro e já está com ritmo de jogo”
O diretor também fez questão de minimizar a importância dos resultados em jogos-treino , alertando que o verdadeiro teste será dentro da competição.
“Amistoso serve para movimentar a equipe, dar ritmo, observar o que tem sido feito no dia a dia. Mas o que realmente importa é o campeonato. Jogos-treino não valem nada em termos de resultado. Às vezes você ganha todos e perde nas primeiras rodadas do torneio. Quando vale três pontos, é outra atmosfera, outra dimensão.” Às vezes você ganha tudo e perde nas primeiras rodadas do torneio. Quando vale três pontos, é outra atmosfera, outra dimensão.”
Clássico na estreia
Leonardo Silvério ressaltou na entrevista sua crítica em relação ao Clássico do Vale já foi realizado na primeira rodada da Copa Paulista. O diretor considera essa decisão “precipitada e descontextualizada frente à importância do duelo”.
Segundo ele, confrontos desse porte normalmente são reservados para momentos mais avançados da competição, quando as equipes já estão em ritmo de jogo e mais entrosadas.
“Pela dimensão do clássico, pelo tamanho de Taubaté e São José, essa escolha atrapalha. Quem fez a tabela, sinceramente, parece não entender o que esse jogo representa.
“O ideal seria marcar esse clássico para a terceira ou quarta rodada. No primeiro jogo, as equipes ainda estão se ajustando fisicamente, taticamente, e até se conhecer. É difícil tirar instruções com base nesse confronto inicial”.

Outro ponto destacado pelo diretor foi a mudança nos elencos desde a última vez em que as equipes se enfrentaram, quando o Taubaté venceu o São José no Joaquinzão, por 1 a 0, e se garantiu nas semifinais da Série A2 . Leonardo Silvério afirmou que o clima quente daquele acontecimento , marcado por rivalidade e discussão entre jogadores, dificilmente se repetirá.
“A rivalidade sempre vai existir, claro. Mas aquele clima acalorado da Série A2 não deve se repetir. Quase nenhum jogador daquela partida está nos tempos atuais. Então é uma atmosfera diferente, um clássico com cara nova.
Se fosse um clássico com as bases mantidas, com os mesmos jogadores em campo, seria ainda mais especial. Mas, do jeito que está, acaba perdendo um pouco da temperatura. É uma nova competição, uma nova fase para os dois clubes, com elencos reformulados. Mesmo assim, é um clássico e sempre será importante”, concluiu o diretor.
O Clássico do Vale que abre a caminhada de São José e Taubaté na Copa Paulista acontece no domingo (15), às 15h, no estádio Martins Pereira . A equipe CBN Vale Esportes transmite as emoções do duelo que divide a região a partir das 14h , no AM 750 e nas plataformas digitais (Facebook, Youtube e APP Android e IOS).