VÍDEO: Vereadores trocam de socos na Câmara de Paraibuna

VÍDEO: Vereador trocam de socos ma Câmara de Paraibuna
Reprodução / Redes Sociais

Uma sessão da Câmara Municipal de Paraibuna, no interior de São Paulo, terminou em agressão física entre os vereadores Marcelo André (PT) e Klinger Vitório (Republicanos), na noite desta segunda-feira (9). A confusão começou após uma discussão acalorada no plenário e terminou com troca de socos e chutes em uma sala anexa à Casa Legislativa.

O caso teve início após a fala de Marcelo André na tribuna, quando o parlamentar citou um vídeo publicado por uma moradora da cidade, que denunciava a falta de atendimento adequado para sua filha com deficiência auditiva. A mãe relatou nas redes sociais que buscou apoio do Conselho Tutelar e, segundo ela, teria recebido da assistente social Camila Carvalho, esposa do vice-prefeito Tales Vitório (Republicanos), a sugestão de mudar de cidade para que a filha pudesse ter acesso ao atendimento necessário.

Durante a sessão, o vereador Marcelo questionou a ausência de profissionais de Libras nas escolas da rede municipal e defendeu que todas as crianças devem ser assistidas dentro do próprio município, conforme previsto na Constituição Federal. Além disso, mencionou uma ação judicial movida por ele e por seu partido contra a licitação da empresa responsável pela organização da festa de aniversário da cidade. Segundo ele, o questionamento não era contra a realização do evento em si, mas sobre o processo de contratação.

Início da briga – Troca de socos

A fala provocou reação imediata de Klinger Vitório, que é sogro de Camila e pai do vice-prefeito. Os dois parlamentares trocaram acusações e elevaram o tom. Diante do clima tenso, o presidente da Câmara, Cícero Fabiano (PSDB), suspendeu a sessão.

Apesar da tentativa de acalmar os ânimos, os vereadores continuaram discutindo fora do plenário e, em seguida, iniciaram uma briga física. A confusão envolveu empurrões, chutes e queda ao chão, sendo contida por outros vereadores e servidores da Casa. A sessão acabou oficialmente cancelada logo depois.

O que dizem os envolvidos

Após o ocorrido, os parlamentares deram versões distintas do episódio. Em nota, Marcelo André reafirmou que foi atacado pelo colega por não aceitar as críticas sobre a suposta fala da esposa do prefeito, que teria pedido que uma moradora mudasse de cidade para que seu filho atípico tivesse um bom atendimento.

Já o vereador do Republicanos divulgou um vídeo com sua versão, em que afirma ter sido provocado e ofendido por Marcelo durante sua fala na tribuna, inclusive com ataques à sua família. Klinger diz que apenas se defendeu das agressões verbais e físicas e que reagiu quando o colega foi em sua direção.

“Ele me chamou de otário, disse que não tinha medo de mim e veio na minha direção. Eu fui de encontro e a gente se atracou. Tenho sete lesões na coluna, faço tratamento com acupuntura e fisioterapia, tenho 66 anos, mas não me assusto quando o assunto é defender a minha família”, declarou o vereador Klinger, que acusa Marcelo de usar a tribuna para fazer acusações infundadas e criar narrativas falsas. Ele também relembrou um processo judicial em que o colega de Câmara responde por lesão corporal contra um idoso de 70 anos.

Camila Carvalho também se manifestou em nota, negando que tenha sugerido a mudança da moradora e dizendo que vem sendo perseguida politicamente desde a última campanha eleitoral. Ela declarou que exerceu sua função como assistente social de forma técnica e sigilosa, e informou ter encaminhado uma representação ao conselho profissional, aguardando orientações para tomar medidas jurídicas.

A Câmara Municipal de Paraibuna informou que um boletim de ocorrência foi registrado e que abrirá apuração interna para investigar o caso. A Casa afirmou ainda que tomará providências conforme o Regimento Interno e o Código de Ética, reafirmando o compromisso com o respeito institucional, o decoro parlamentar e a transparência.