
O bacalhau é um dos ingredientes mais tradicionais da culinária de países como Portugal e Brasil, especialmente na época da Páscoa.
Seu sabor único e versatilidade fazem dele um prato indispensável em muitas mesas.
Mas você sabia que há muito mais por trás desse peixe salgado e secado?
Aqui estão 10 curiosidades que vão te surpreender sobre esse prato tradicional.
O bacalhau não é uma espécie única
Muitas pessoas acreditam que o bacalhau é um tipo específico de peixe, mas a verdade é que o termo se refere a diferentes espécies.
O mais tradicional é o Gadus morhua, também conhecido como bacalhau do Atlântico.
No entanto, o bacalhau pode também ser proveniente de outras espécies, como o Gadus macrocephalus, o bacalhau do Pacífico, ou o Pollachius virens, o safio.
A conservação antiga
Antigamente, sem a tecnologia da refrigeração, o peixe precisava ser preservado de alguma forma.
O processo de salgar e secar o bacalhau foi uma solução encontrada pelos povos nórdicos e outros países pesqueiros para manter o peixe por mais tempo.
Esse método permitiu que o peixe fosse transportado por longas distâncias, sem estragar.
Milênios de história
O consumo de bacalhau remonta a séculos atrás.
A prática de secar e salgar peixe data de civilizações antigas, como os vikings, que utilizavam esse processo para transportar o peixe em longas viagens. O bacalhau já era um alimento essencial para quem navegava pelos mares gelados do norte da Europa.
Tradição religiosa
Em países com forte tradição católica, como Portugal e Brasil, o bacalhau se tornou um prato muito comum durante a Páscoa.
A prática de não consumir carne vermelha durante o período da Semana Santa levou à popularização do bacalhau, que se tornou um símbolo dessa época, sendo associado à dieta do jejum e à celebração da ressurreição de Cristo.
Benefícios para a saúde
Além de ser delicioso, o bacalhau também traz diversos benefícios para a saúde.
Rico em proteínas de alta qualidade e com baixo teor de gordura, o peixe ainda é uma excelente fonte de ácidos graxos ômega-3, que ajudam a proteger o coração e a melhorar a saúde cerebral.
Versatilidade na cozinha
Uma das razões pela qual o bacalhau é tão amado é sua versatilidade na cozinha.
Desde o tradicional bacalhau à Gomes de Sá, até o com natas e o de forno, as possibilidades são infinitas.
Ele pode ser frito, assado, cozido ou desfiado, e combina com diversos temperos e ingredientes.
A nomenclatura
No Brasil, é comum ouvir falar de “bacalhau” como se fosse o nome de um único peixe, mas, na verdade, o termo também pode se referir ao peixe fresco em algumas partes do mundo.
Em Portugal, por exemplo, o nome bacalhau é utilizado tanto para o peixe fresco quanto para o peixe salgado e seco, dependendo da preparação e da região.
Preparação
Embora o bacalhau seja simples de preparar, ele exige atenção.
Antes de cozinhar, o peixe precisa ser dessalgado, o que pode levar até 48 horas, dependendo da espessura do pedaço.
Durante esse tempo, é importante trocá-lo de água para que o sal seja completamente retirado, deixando o peixe com o sabor ideal.
Exploração
A pesca do animal remonta aos séculos XV e XVI, quando os portugueses e espanhóis começaram a explorar as águas do Atlântico Norte, especialmente na região da Terra Nova (atualmente parte do Canadá).
O animal foi uma das maiores exportações de Portugal, sendo consumido em grandes quantidades durante séculos.
O bacalhau no mundo
Embora a Páscoa seja um momento especial para o consumo, esse peixe é consumido o ano inteiro em muitos países.
Em Portugal, por exemplo, cerca de 20 milhões de quilos do alimento são consumidos anualmente, fazendo do país o maior consumidor per capita do mundo.
A tradição de comer o peixe ultrapassa as fronteiras e se espalha por diferentes culturas e celebrações ao redor do planeta.