
Há um ano, a Polícia Federal prendeu o ex-jogador Robinho em Santos, no litoral de São Paulo. Ele foi condenado pela Justiça italiana a nove anos de prisão pelo crime de estupro coletivo, ocorrido em 2013, quando atuava pelo Milan. A vítima era uma jovem albanesa que celebrava seu aniversário de 23 anos com amigas em uma boate em Milão.
Desde sua detenção, Robinho cumpre pena na Penitenciária 2 de Tremembé, em São Paulo, onde permanecem presos condenados por crimes de grande repercussão. Ele chegou ao local após passar por exames de rotina no Instituto Médico Legal (IML).
Relembre o caso
Na noite do crime, Robinho estava acompanhado da esposa e de amigos em uma boate em Milão. O grupo comemorava o aniversário de 34 anos de Rudney Gomes, um dos envolvidos no caso.
Na última terça-feira (18), Rudney foi encontrado morto na área comum de um prédio no bairro Gonzaga, em Santos. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e confirmou o óbito.
Além de Robinho, Ricardo Rocha Falco também foi condenado em todas as instâncias e cumpre pena na Penitenciária 1 de Guarulhos, na Grande São Paulo.
A Justiça italiana chegou a solicitar a extradição de Robinho, mas a Constituição Brasileira impede a extradição de cidadãos brasileiros. Assim, ele segue cumprindo a pena no Brasil.
Antes de sua prisão, Robinho levava uma vida discreta em Santos, onde era frequentemente visto jogando futevôlei na praia.
Atualmente, ele tenta reverter a sentença por meio de um recurso, que, se aceito, pode reduzir sua pena para seis anos, permitindo a progressão para o regime semiaberto, por ser considerado réu primário. No entanto, um pedido de habeas corpus foi negado pela Justiça no final do ano passado.
Rotina de Robinho
Para diminuir o tempo de reclusão, Robinho busca alternativas previstas na Lei de Execuções Penais, como estudo e trabalho.
No início do ano, o ex-jogador solicitou à Justiça a redução de 50 dias de sua pena de nove anos após concluir um curso profissionalizante em “Eletrônica Básica, Rádio e TV”.
O curso foi realizado à distância (EAD) dentro da Penitenciária e teve uma carga horária de 600 horas, ensinando habilidades como a instalação de antenas em um único mastro. Segundo a defesa, Robinho concluiu a qualificação entre abril e setembro de 2023. No entanto, até o momento, a Justiça ainda não decidiu se concederá a remissão dos dias de pena.
Além disso, o ex-atleta adquiriu dois novos cursos: Espanhol, com 340 horas, e Agropecuária, com 450 horas, ambos oferecidos pelo Instituto Universal Brasileiro. O primeiro custa R$ 204,75, enquanto o segundo sai por R$ 309,75.
Outra possibilidade para reduzir sua pena é o trabalho dentro da prisão. Robinho já se inscreveu e aguarda vaga na Fundação Prof. Dr. Manoel Pedro Pimentel (Funap), que emprega detentos em diferentes funções. Na P2 de Tremembé, há fábricas de carteiras escolares, cadeiras, fechaduras e pastilhas desinfetantes para vasos sanitários.
Por enquanto, sem decisão sobre a redução da pena ou vaga de trabalho, Robinho segue cumprindo os nove anos de prisão estabelecidos pela Justiça italiana.
Carreira
Ao longo da carreira, Robinho vestiu camisas de grandes clubes nacionais e internacionais, incluindo:
- Santos
- Atlético Mineiro
- Milan (ITA)
- Real Madrid (ESP)
- Manchester City (ING)
- Guangzhou (CHI)
- Sivasspor (TUR)
- Basaksehir (TUR)
- Seleção Brasileira
