
A Justiça de São Paulo decretou, nesta terça-feira (11/3), a prisão preventiva de quatro pessoas denunciadas pelo Ministério Público (MP-SP) por envolvimento no ataque a um assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ocorrido em 10 de janeiro, em Tremembé. O episódio resultou na morte de duas pessoas e deixou seis feridos a tiros. Os nomes dos acusados não foram divulgados.
A denúncia, assinada pelos promotores Daniela Michele Santos Neves e Alexandre Mourão Mafetano, além de integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), aponta que os crimes foram cometidos com motivação torpe, colocando em risco a vida de várias pessoas. Os acusados utilizaram armas de fogo, disparando contra as vítimas em um contexto de conflito por posse de terra.
De acordo com as investigações, um dos denunciados havia ocupado irregularmente um lote no assentamento e, ao ser informado de que não poderia permanecer no local, ameaçou as vítimas. Ele prometeu retornar para “resolver a situação” e, na mesma noite, reuniu familiares e conhecidos para cometer o ataque. Os autores efetuaram diversos disparos, atingindo não apenas as vítimas diretas do conflito, mas também colocando em risco a vida de outras pessoas que não estavam envolvidas na discussão.
O caso foi encaminhado à 2ª Vara da Comarca de Tremembé, que acatou a denúncia e determinou a prisão dos quatro acusados. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no crime.
As vítimas
Gleison Barbosa de Carvalho, de 28 anos, e Valdir do Nascimento de Jesus, de 52, líder do MST foram mortos a tiros no assentamento Olga Benário, em Tremembé.
O irmão de Gleison, Denis Carvalho, de 29 anos, foi atingido por 10 tiros na cabeça durante o ataque.