
A Comunidade Consoladora dos Aflitos, responsável pelo abrigo incendiado na madrugada desta segunda-feira (10) em São José dos Campos, publicou uma nota de pesar lamentando o ocorrido que vitimou fatalmente quatro internos da instituição.
“Neste momento de dor e consternação, expressamos nossas mais sinceras condolências às famílias e amigos das vítimas, bem como nossa solidariedade aos feridos e a todos os impactados por esta terrível tragédia”, informou o abrigo.
O incêndio aconteceu por volta da 00h30 e e no local tinha ao menos 22 internos. Ao todo, nove pessoas foram socorridas ao Pronto-Socorro e as demais não precisaram de atendimento médico. Pelo menos dois bombeiros precisaram de atendimento médico, um com queimaduras nas pernas e outro por ter inalado muita fumaça.
A ocorrência mobilizou 16 bombeiros e oito viaturas, além do apoio do SAMU, Polícia Militar, Guarda Civil Municipal, agentes de trânsito e da concessionária de energia EDP. As causas do incêndio ainda serão investigadas.
Mais tarde a Polícia Militar prendeu um homem que confessou ter sido o autor do incêndio, ateado em um sofá, após uma discussão que este teve com um dos funcionários do abrigo.
De acordo com a perícia técnica e o relato de uma testemunha, o suspeito, que não teve a identidade revelada, teria ateado fogo em um sofá dentro do abrigo, após desentendimentos com funcionários do local. Ele foi localizado por equipes do 1º Batalhão da Polícia Militar (1º BPM/I) embaixo de uma marquise na Rua Siqueira Campos, próximo ao local do crime, e confessou o ato. O homem foi preso em flagrante e levado à Central de Flagrantes.
O comandante do 1º BPM/I, Tenente-Coronel PM Kalczuk, confirmou que o caso será tratado como homicídio doloso e incêndio criminoso.
Para a gestora do abrigo, o fato do incêndio ter sido criminoso aumenta ainda mais a dor e o desejo de justiça. “As causas do incêndio estão sendo rigorosamente apuradas pelas autoridades policiais e pelo Corpo de Bombeiros. Há informações preliminares que indicam a possibilidade de o incêndio ter sido criminoso, o que aumenta ainda mais nossa angústia e nosso desejo por justiça”, finaliza a nota.