
Cristian Cravinhos, condenado pela morte do casal Manfred e Marísia von Richthofen, foi solto na noite desta quarta-feira (05), após uma decisão da Justiça permitir que ele cumpra o restante da pena fora da cadeia.
Cravinhos deixou a Penitenciária Dr. José Augusto Salgado, a P2 de Tremembé, às 20h55, onde cumpria pena no regime semiaberto. O local é conhecido por abrigar presos de casos de grande repercussão.
A decisão foi assinada pela juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, da Vara de Execuções Criminais da Comarca de Taubaté, e considerou o bom comportamento carcerário do detento, além do parecer favorável de uma equipe multidisciplinar que avaliou sua situação psicológica.
Decisão da Justiça
Na decisão, a magistrada ressaltou que o condenado:
- Cumpriu o tempo mínimo exigido para progressão de regime, desde 17 de abril de 2024.
- Não registrou faltas disciplinares nos últimos 12 meses.
- Retornou ao presídio em todas as saídas temporárias concedidas.
O Ministério Público de São Paulo se manifestou contra a progressão da pena, mas a juíza entendeu que as justificativas apresentadas pelo órgão não eram suficientes para impedir a liberdade de Cravinhos.
Regras para permanecer em liberdade
Para permanecer fora da prisão, Cristian Cravinhos deverá seguir algumas determinações, como:
- Recolhimento domiciliar entre 22h e 6h.
- Proibição de frequentar bares e casas noturnas.
- Comparecimento regular à Justiça para prestar esclarecimentos sobre seu cumprimento de pena.
A decisão segue a Lei de Execução Penal, que prevê a progressão de regime para condenados que atendem aos critérios legais.
Relembre o crime
Em 31 de outubro de 2002, os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos mataram a pauladas o engenheiro Manfred von Richthofen e a psiquiatra Marísia von Richthofen dentro da mansão da família, no bairro Campo Belo, zona sul de São Paulo. O crime foi planejado pela filha do casal, Suzane von Richthofen, que à época tinha 18 anos e namorava Daniel. Segundo as investigações, o motivo foi a oposição dos pais ao relacionamento.
No julgamento realizado em 2006, Suzane e Daniel foram condenados a 39 anos e seis meses de prisão, enquanto Cristian recebeu pena de 38 anos e seis meses.
Atualmente, Daniel está em regime aberto desde 2018, trabalhando com customização de motos, e Suzane foi solta em janeiro de 2023.