Governo Federal lança em São José dos Campos novo sistema para prever deslizamentos de terra

Governo Federal lança em São José dos Campos novo sistema para prever deslizamentos de terra
Foto: Reprodução / deslizamentos

O governo federal lança nesta segunda-feira, às 14h, o GeoRisk, um novo sistema que amplia de 24 para 72 horas a antecedência na previsão de desastres relacionados a deslizamentos de terra. Desenvolvido pelo Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o sistema promete maior precisão e agilidade na emissão de alertas, permitindo que medidas preventivas sejam tomadas a tempo.

O evento ocorre na sede do Cemaden, em São José dos Campos, com a presença da ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, além de representantes dos ministérios da Integração Regional e das Cidades. O GeoRisk utiliza dados de modelos meteorológicos, informações ambientais e históricos de desastres para gerar análises mais assertivas sobre os riscos de deslizamento.

Com a nova tecnologia, a taxa de detecção de deslizamentos aumentou 13%, enquanto a precisão das análises de risco melhorou em 15% em comparação com os métodos tradicionais. A expectativa é que o sistema ajude autoridades a planejar evacuações, reforçar infraestruturas vulneráveis e orientar melhor a população sobre áreas de risco.

O GeoRisk será integrado aos sistemas de defesa civil estaduais e municipais, permitindo uma resposta mais rápida em regiões críticas. Segundo especialistas, a ferramenta é essencial para reduzir impactos sociais e econômicos causados por desastres naturais, protegendo vidas e patrimônios, principalmente em áreas sujeitas a fortes chuvas.

Prevenção de tragédias

A importância desse tipo de tecnologia ficou evidente nos últimos anos. No Carnaval de 2023, São Sebastião foi atingida por um temporal recorde, com 65 mortes e milhares de desabrigados. Já no início de 2024, deslizamentos em Ubatuba e Caraguatatuba deixaram casas interditadas e moradores desalojados.
Com a implementação do GeoRisk, o governo espera minimizar os danos em futuras tempestades e garantir que estados e municípios tenham mais tempo para agir diante de situações de emergência.