Tio e sobrinho são condenados por homicídio de barbeiro em Jacareí

Tio e sobrinho são condenados por homicídio de barbeiro em Jacareí
Luiz Felipe de Paula Gundim, tinha 20 anos quando foi assassinado em 19 de abril de 2023. Foto: Redes sociais

Os réus Lucas Borges Silvério e Reginaldo Silvério foram condenados, na noite desta quarta-feira (5), a penas superiores a 20 anos de prisão pelo assassinato do barbeiro Luiz Felipe de Paula Gundim, ocorrido em abril de 2023, em Jacareí. O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri e teve duração de quase 12 horas.

O julgamento terminou por volta das 22h15. Lucas Borges Silvério, sobrinho da vítima, recebeu a pena de 20 anos de reclusão em regime inicial fechado, condenado por homicídio e tentativa de homicídio contra um militar que tentou socorrer Luiz Felipe no dia do crime. Já Reginaldo Silvério, tio de Lucas, foi sentenciado a 27 anos, 2 meses e 20 dias de prisão, também por homicídio e tentativa de homicídio.

A defesa de Lucas Borges Silvério afirmou que vai recorrer da decisão, alegando que “os jurados votaram pela emoção e não pela razão”. Os advogados de Reginaldo Silvério informaram que estudam um recurso, sob a justificativa de que “houve falhas no inquérito policial”.

O julgamento

O júri popular começou por volta das 10h30 e contou com o depoimento de sete testemunhas, entre elas um militar da Aeronáutica que tentou socorrer Luiz Felipe e também foi atingido pelos disparos.

No depoimento, a mãe da vítima afirmou que, um ano antes do crime, Luiz Felipe havia relatado ameaças feitas por Lucas. Segundo ela, a situação se agravou no dia anterior ao assassinato, quando a namorada do barbeiro passou mal e foi levada a um hospital onde Lucas trabalhava. No local, Luiz Felipe teria sido coagido.

Os réus negaram envolvimento no crime. Lucas disse que fugiu por medo de represálias, enquanto Reginaldo afirmou que estava perto da cena do crime recolhendo sucata. Ele também confirmou ter passagens anteriores por furto, roubo e tráfico de drogas e que estava em liberdade condicional há três anos.

Durante o julgamento, a acusação apresentou um vídeo mostrando a vítima tentando fugir e pedindo ajuda ao militar que passava pelo local.