
A Polícia Civil apreendeu nesta segunda-feira (20), em Taubaté, um segundo carro que pode ter sido utilizado no ataque em Tremembé contra o assentamento Olga Benário. O crime, ocorrido no último dia (10), deixou duas pessoas mortas e seis feridos.
As operações para encontrar os responsáveis pelo ataque contra integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MTS, chega nesta terça-feira (21), ao décimo primeiro dia. Segundo as investigações, o veículo apreendido nesta segunda foi utilizado dois dias após o ataque para retirar e esconder outro carro que teria sido usado diretamente na ação.
A Polícia Civil destacou que a identificação da placa do veículo foi possível por meio de monitoramento de radares. Ele foi localizado em Taubaté, onde três pessoas foram abordadas. Elas foram ouvidas e liberadas, enquanto o carro, celulares e documentos foram apreendidos.
Na semana passada, um primeiro veículo ligado ao crime já havia sido encontrado em um terreno baldio no bairro Parque Aeroporto, também em Taubaté. A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer as conclusões do ataque e identidade.
A CBN Vale enviou questionamentos complementares a operação para a Secretaria de Segurança Pública – SSP e aguarda um retorno da Pasta.
Relembre o caso
O ataque ao assentamento Olga Benário em Tremembé, ocorreu no início da noite da última sexta-feira (10). A causa do ataque foi uma disputa por um terreno que faz parte do assentamento, mas a polícia também trabalha com outras possibilidades.
O ataque em Tremembé resultou na morte de Gleison Barbosa de Carvalho, de 28 anos, e Valdir do Nascimento de Jesus, de 52, líder do MST.
Os ministros Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário e Macaé Evaristo, do Direitos Humanos estiveram no velório das vítimas e garantiram apoio do governo federal nas investigações.
Até agora apenas uma pessoa foi presa. “Nero do Piseiro”, apontado como mentor intelectual do crime. A prisão temporária de Nero já foi decretada e ele permanecerá detido, pelo menos, por 30 dias. Ainda no domingo, a Justiça acatou o pedido da prisão temporária de mais um suspeito envolvido no ataque. Ítalo Rodrigues da Silva não foi encontrado pelos agentes e segue foragido.