
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) anunciou nesta segunda-feira (13), que atuará nas investigações do ataque contra assentamento Olga Benário em Tremembé. Ainda nesta segunda, a Polícia Civil apreendeu um veículo que pode ter sido utilizado pelos atiradores no dia do ataque.
De acordo com o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), a determinação foi do procurador-geral de Justiça do Estado de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa. Assim que o atentado contra o assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) veio a tona, ainda na noite de sexta-feira (10), o Ministério Público, já havia designado um representante para atuar nas investigações junto com a Polícia Civil do Vale do Paraíba. Agora o órgão designou outros quatro promotores que irão reforçar os trabalhos.
“O objetivo dessas medidas é somar esforços para que MPSP ofereça à sociedade paulista pronta resposta a este episódio de violência”, destacou o MPSP.
Veículo que pode ter sido usado em ataque a assentamento é apreendido
A Polícia Civil apreendeu na noite desta segunda-feira, um veículo que segundo os investigadores, pode ter sido utilizado pelos atiradores no dia do ataque. O veículo foi encontrado pelas equipes de investigação, em um terreno baldio no bairro Parque Aeroporto, em Taubaté.
A perícia da Polícia Civil recolheu amostras de digitais deixadas pelos ocupantes do veículo. No momento da apreensão não havia nenhuma pessoa no local.
Relembre o caso
O ataque ao assentamento Olga Benário em Tremembé, ocorreu no início da noite da última sexta-feira (10). A causa do ataque foi uma disputa por um terreno que faz parte do assentamento, mas a polícia também trabalha com outras possibilidades.
O ataque resultou na morte de duas pessoas que viviam no assentamento. Gleison Barbosa de Carvalho, de 28 anos, e Valdir do Nascimento de Jesus, de 52, líder do MST foram velados na manhã de domingo (12) no Velório Municipal de Tremembé.
Os ministros Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário e Macaé Evaristo, do Direitos Humanos estiveram no velório das vítimas e garantiram apoio do governo federal nas investigações.
Até agora apenas uma pessoa foi presa. “Nero do Piseiro”, apontado como mentor intelectual do crime. A prisão temporária de Nero já foi decretada e ele permanecerá detido, pelo menos, por 30 dias. Ainda no domingo, a Justiça acatou o pedido da prisão temporária de mais um suspeito envolvido no ataque. Ítalo Rodrigues da Silva não foi encontrado pelos agentes e segue foragido.