
Os ministros Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário e Macaé Evaristo, do Direitos Humanos estiveram neste domingo (12) no velório e enterro dos dois integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), mortos durante ataque a tiros ocorrido na noite da útima sexta-feira (10), no assentamento Olga Benário, em Tremembé.
Os ministros disseram ter ido ao funeral de Valdir do Nascimento de 52 anos e de Gleison Barbosa, 28, a pedido do presidente Lula (PT), a fim de prestar condolências às famílias das vítimas. Em coletiva aos jornalistas, ainda na porta do velório, o Ministro Teixeira disse que o grupo que atacou a tiros o assentamento, pretendia subtrair um lote de terra da área que é legalizada para a reforma agrária.
O assentamento Olga Benário é regularizado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra ) há cerca de 20 anos para o Movimento dos Sem Terra. Segundo a assessoria do MST, cerca de 45 famílias vivem no local.
PF investigará ataque a assentamento Olga Benário
A ministra Macaé Evaristo disse ainda que o governo Federal dará total apoio aos assentados e destacou , que a mando do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Polícia Federal investigará o caso. O ministro da Justiça em exercício, Manoel Carlos de Almeida Neto, encaminhou ofício a PF solicitando a investigação do caso, pois de acordo com ele, houve clara violação aos direitos humanos das famílias que fazem parte do assentamento.
Ainda no sábado (11) ,uma equipe da Polícia Federal, composta por peritos e papiloscopista, foi até o assentamento para dar início às investigações sobre o crime.
Também no sábado, a Polícia Civil prendeu o homem, conhecido como “Nero do Piseiro”, acusado de ter chefiado o ataque ao assentamento Olga Benário. Aos policiais, ele confessou ter participado do ataque. A Polícia Civil procura agora por outros envolvidos no crime que segundo o delegado Marcos Ricardo Parra da seccional de Taubaté, não cobriram o rosto no momento do ataque e isso pode facilitar nas identificações.
Além da morte de Valdir e Gleison, outras seis pessoas, que também moram na comunidade, foram baleadas, sendo estes três homens e três mulheres. Todos eles foram socorridos e levados para o Hospital Regional de Taubaté e para o pronto-socorro de Tremembé.