Polícia pede mandado de prisão temporária do segundo suspeito de cometer o ataque ao MST de Tremembé

A Polícia Civil pediu à Justiça um mandado de prisão temporária contra um segundo suspeito de ter cometido o ataque ao MST de Tremembé.
Polícia Civil segue investigando o ataque ao MST de Tremembé. Foto: SSP

A Polícia Civil pediu à Justiça um mandado de prisão temporária contra um segundo suspeito de ter cometido o ataque ao assentamento Olga Benário do MST, em Tremembé, O atentado deixou dois mortos e seis feridos.

Neste sábado (11), um homem de 41 anos, suspeito de ter chefiado o ataque, foi preso pela Polícia. O suspeito, conhecido como “Nero do piseiro”, confessou que esteve no assentamento, mas negou que tenha atirado contra os moradores.

De acordo com o boletim de ocorrência, o segundo suspeito de ter envolvimento no ataque ao assentamento é Ítalo Rodrigues da Silva. O homem foi reconhecido por uma das vítimas e foi identificado por “Nero do Piseiro”, que já está preso. Não há uma estimativa de quantas pessoas participaram do atentado.

No boletim de ocorrência, a polícia alega que a prisão temporária de Ítalo é necessária, já que “há elementos informativos no sentido de que ele era um dos autores do grave crime investigado”.

Agora, o Tribunal de Justiça de São Paulo deve avaliar o pedido de prisão temporária solicitado pela Polícia Civil, para decidir se concede o mandado de prisão temporária, que é válido por 30 dias, contra Ítalo.

Também consta no B.O. que a polícia chegou a fazer buscas por Ítalo neste sábado (11), mas que o homem não foi localizado.

O caso foi registrado como homicídio, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido no plantão da Delegacia Seccional de Taubaté.

Leia também: Vítimas do ataque ao MST de Tremembé são veladas

Repercussão

A direção do MST informou que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), irá visitar assentamento do MST em Tremembé em breve. Além disso, a diretoria do movimento informou que a Polícia Federal irá investigar o caso.

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, classificou o ocorrido como “crime gravíssimo”, enquanto o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania anunciou que oferecerá assistência e proteção às lideranças e moradores do Assentamento Olga Benario em Tremembé.