
A Polícia Civil prendeu o homem acusado de ter chefiado o ataque a um assentamento do MST em Tremembé, na noite desta sexta-feira (10).
Segundo o delegado Marcos Ricardo Parra da seccional de Taubaté, os criminosos não cobriram o rosto no momento do ataque, e como o suspeito já era conhecido na comunidade, foi identificado pelas vítimas que estão hospitalizadas e pelas testemunhas que presenciaram o crime.
O delegado revelou que o homem confessou aos policiais que participou do ataque. Agora, a procura da Polícia Civil é pelos outros envolvidos no crime. Não há uma estimativa de quantas pessoas participaram do atentado.
O detido, apontado como o mentor intelectual do crime, é conhecido como “Nero do Piseiro”. Ele já tinha passagem pela polícia por porte ilegal de arma de fogo.
A linha de investigação é de que a motivação do crime teria sido um desentendimento sobre a negociação de um terreno na área do assentamento.
Além do homem, foram apreendidas armas brancas (como foices e facas) e armas de fogo, além de um carro. Tudo o que foi apreendido passará por perícia, na tentativa de identificar digitais dos criminosos.
O caso foi registrado como homicídio, tentativa de homicídio e porte ilegal de arma de fogo no plantão da Delegacia Seccional de Taubaté.
O crime
O ataque a tiros no assentamento Olga Benário, do MST (Movimento Sem Terra), em Tremembé, aconteceu na noite desta sexta-feira (10).
Segundo relato do Movimento, cerca de 10 homens invadiram a propriedade, localizada no bairro Kanegae, por volta das 23h25, em carros, motos e camionete, munidos de armas de fogo e armas brancas.
Duas pessoas morreram no ataque, sendo o líder Valdir do Nascimento de Jesus, de 52 anos e Gleison Barbosa de Carvalho, de 28 anos.
Outras seis pessoas ficaram feridas e foram levadas para o Hospital Regional de Taubaté e para o pronto-socorro de Tremembé.