
A Justiça de São José dos Campos converteu, nesta quinta-feira (19), a prisão de um suspeito em preventiva, após a Polícia Civil, por meio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), avançar nas investigações contra um homem de 37 anos acusado de uma série de homicídios na cidade. A prisão preventiva foi decretada após as investigações apontarem seu envolvimento no assassinato de Marimar Alves Moreira da Silva, de 25 anos, morta em abril de 2018.
O suspeito, que já estava preso desde agosto deste ano, também é apontado pela morte de Diogo Alexandre Batista, de 30 anos, morto em abril deste ano, e na tentativa de homicídio contra Mônica de Souza, de 33 anos, no mesmo episódio.
O crime ocorreu no bairro Jardim Satélite, onde Diogo foi morto e Mônica ficou gravemente ferida, após ambos terem sido atropelados pelo acusado. Segundo a polícia, o suspeito teria cometido o crime por vingança, após desentendimentos com as vítimas. Durante as investigações, conduzidas pela polícia, surgiram evidências que ligam o acusado a outros dois homicídios: o de Marimar Alves Moreira da Silva, de 25 anos, e Vitória Cristina Oliveira de Souza, de 20 anos, ambas mortas em circunstâncias semelhantes.

De acordo com a polícia, o homem agia de forma premeditada e brutal, escolhendo suas vítimas com base em conflitos pessoais, aproveitando-se de suas fragilidades emocionais. Ele já possuía antecedentes criminais e era considerado perigoso.
O acusado será indiciado por homicídio qualificado e tentativa de homicídio, podendo pegar até 30 anos de prisão por cada crime. Ele permanece detido à disposição da Justiça, enquanto as investigações prosseguem para identificar possíveis cúmplices e esclarecer outros casos ligados ao suspeito.
Suspeito extremamente perigoso – homicídios em série
A polícia também destacou que o suspeito apresenta um perfil extremamente perigoso, com histórico de crimes marcados pela violência e crueldade. Segundo as investigações, ele atuava como um predador sexual, aproveitando-se da vulnerabilidade de mulheres e menores de idade, muitas vezes sob efeito de álcool ou drogas. Além disso, o investigado demonstrava um padrão de comportamento manipulado e intimidatório, utilizando ameaças e força para silenciar suas vítimas.
As autoridades estão ampliando as investigações para identificar outras possíveis vítimas do suspeito, especialmente no período em que esteve foragido. Há indícios de que ele possa estar envolvido em casos semelhantes, que seguem o mesmo modus operandi de violência extrema e abuso sexual contra mulheres.
A polícia também apura relatos de que o acusado se vangloriava de seus crimes e utilizava sua reputação de violência para intimidar pessoas próximas, incluindo sua companheira. Com base nesse perfil, ele é considerado uma ameaça contínua à sociedade, especialmente a mulheres e crianças, o que reforça a necessidade de sua manutenção em regime fechado, concluiu a polícia civil.